Entidade recorreu à Justiça após presos ficarem incomunicáveis com os advogados, que eram impedidos de entrar no local
Advogados da Associação dos Advogados de Ribeirão Preto realizaram uma visita surpresa ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Jardinópolis, após a rebelião que resultou na fuga de 470 presos na semana anterior. A ação ocorreu devido à preocupação com a situação dos detentos e a dificuldade de comunicação com os advogados.
Ação Judicial e Vistoria
Diante da incomunicabilidade dos presos e da falta de informações sobre as condições no presídio, a Associação dos Advogados recorreu à Justiça. Um pedido de providências foi encaminhado à corregedoria dos presídios, resultando em uma liminar que permitiu a entrada dos advogados para uma vistoria. Durante a visita, a comissão de advogados verificou as condições do presídio e a situação dos detentos, além de obter a relação nominal dos presos, recapturados, transferidos e foragidos.
Condições no Presídio e Próximos Passos
Apesar da rebelião e da fuga, o presidente da Associação, Daniel Rond, relatou que as condições encontradas no presídio eram favoráveis. Segundo ele, não foram encontrados indícios de ofensa à integridade física dos presos ou problemas que pudessem comprometer a segurança da sociedade ou dos funcionários. Um relatório detalhado sobre a visita será publicado no site da Associação.
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Visão do Especialista e Desafios na Recaptura
O especialista em segurança pública, Manuel Ferreira, corroborou a avaliação de que o presídio é relativamente novo e oferece boas condições. Ele acredita que a rebelião foi motivada unicamente pelo desejo de liberdade dos presos. No entanto, Ferreira ressaltou a dificuldade que as polícias Civil e Militar enfrentarão na recaptura dos fugitivos, especialmente devido à proximidade do CPP com grandes cidades como Ribeirão Preto, o que facilita a dispersão e o esconderijo dos foragidos.
Enquanto isso, um preso fugitivo se entregou na Delegacia de Sertãozinho, e a polícia investiga se um corpo carbonizado encontrado próximo ao CPP é de um dos fugitivos. As autoridades continuam em busca dos demais foragidos.



