Trâmites burocráticos, caso seja rompido o contrato com a empresa atual, deixa o processo moroso; ouça o ‘De Olho na Política’
A restauração da Avenida Nove de Julho, em Ribeirão Preto, enfrenta atrasos significativos, causando transtornos a comerciantes e motoristas. Inicialmente prevista para 45 dias, a primeira etapa da obra já ultrapassou prazos de prorrogação, e o cronograma não foi cumprido.
Obras Paralisadas e Possível Nova Licitação
A obra, orçada em R$ 31 milhões, pode ser paralisada completamente caso seja necessária uma nova licitação. A empresa responsável pela obra pode desistir, levando a prefeitura a convocar a segunda colocada na licitação anterior. Se esta também recusar, um novo processo licitatório será aberto, com prazo mínimo de 90 dias, impactando ainda mais o cronograma.
Impactos para Comerciantes e Infraestrutura
Os comerciantes da região sofrem com o prolongamento da obra, com alguns sendo obrigados a fechar as portas. Além disso, as chuvas fortes têm causado o acúmulo de lama nas ruas do centro, devido ao canteiro de obras aberto. A situação é agravada pelas galerias de águas pluviais que ainda estão em construção, um dos pontos mais complexos da obra de restauração.
Leia também
Investigação e Ações Futuras
A Secretaria de Obras da Prefeitura demonstra insatisfação com a situação e busca soluções. A Câmara Municipal pode abrir uma CPI para investigar os atrasos e a morte de um operário ocorrida durante a obra. A complexidade da obra, que envolve a restauração de um patrimônio histórico e a instalação de novas galerias de água pluvial, exige expertise técnica e contribui para os atrasos. O futuro da obra permanece incerto, com a possibilidade de novas licitações e consequente prolongamento dos transtornos.