Aula vai orientar funcionários de bares e restaurantes a identificarem ações violentas; atividades serão nos dias 23 e 24
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Autoamogiana oferece, nos dias 23 e 24 de março, um curso presencial voltado a capacitar colaboradores de estabelecimentos comerciais para identificar e combater a violência contra a mulher. A iniciativa, em parceria com o programa Banheiro Feminista e a advogada Maria Eugênia Biff, reúne empresários e funcionários em uma única aula de seis horas que resume os temas exigidos por protocolos estaduais.
Formato e relação com a legislação estadual
Ao contrário da capacitação estadual, que prevê um curso de 30 horas previsto pelo protocolo “Não Se Cale” — criado em sequência à lei conhecida como “Não é Não” — a associação oferece uma versão condensada e presencial. Segundo representantes da entidade, a aula única traz todos os tópicos essenciais para que equipes de bares, restaurantes, casas noturnas, hotéis e outros estabelecimentos saibam reconhecer sinais de risco e agir de forma adequada.
O que será abordado
O conteúdo inclui orientações práticas sobre saídas seguras de mulheres de ambientes públicos, procedimentos para acionar autoridades, informações sobre a legislação local e a indicação de contatos regionais de apoio. A programação prevê dinâmicas e sugestões de protocolos internos, com foco em transformar o espaço comercial em ambiente mais acolhedor e seguro para todo tipo de público.
Leia também
Inscrições, local e reconhecimento
As aulas serão ministradas na sede da associação, na rua João Penteado, 386, em Ribeirão. A mesma formação será oferecida nos dois dias e as inscrições podem ser feitas diretamente pela associação, por meio do contato via WhatsApp e das redes sociais da entidade. Estabelecimentos que capacitarem seus funcionários receberão reconhecimento do governo estadual; aqueles que não adotarem os protocolos obrigatórios até o fim de março estão sujeitos a multas previstas pela norma.
Organizadores afirmam que a iniciativa pretende ir além do cumprimento formal da legislação, ao estimular mudanças de hábito e atitudes que contribuam para ambientes mais seguros e inclusivos.



