Segundo o presidente da entidade, projeção é resultado da falta de diálogo para que soluções sejam encontradas
Nesta segunda-feira, Ribeirão Preto voltou à fase vermelha do Plano São Paulo, impactando fortemente o setor de bares e restaurantes. O fechamento imposto pelo governo estadual acendeu um sinal de alerta para os empresários do ramo.
Previsões sombrias para o setor
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) prevê o fechamento de até 45% dos estabelecimentos da cidade nas próximas semanas, caso as restrições se mantenham. Isso significa que o número de bares e restaurantes fechados pode saltar dos atuais 450 para 1.350, de um total de 3.000 existentes. Segundo Renato Munoz, presidente da Abrasel, as restrições impostas e a falta de diálogo com as autoridades dificultam a sobrevivência do setor, colocando em risco cerca de 4.500 empregos.
Desafios do delivery e incertezas do futuro
A alternativa do delivery, embora minimize os prejuízos para alguns, não é solução para a maioria. Muitos bares e restaurantes dependem da experiência presencial, e o delivery não consegue suprir essa demanda. Anderson Oliveira, gerente de um bar com 23 funcionários, relata as dificuldades em se adaptar ao novo cenário e a incerteza sobre o futuro. Robson Ziotti, empresário do ramo há 28 anos, afirma que, mesmo com investimento em delivery, sua rentabilidade está zerada, com os lucros sendo destinados apenas ao pagamento de funcionários. A implantação do sistema de delivery, segundo ele, demanda anos para alcançar a lucratividade.
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O retorno à fase vermelha impõe restrições significativas ao funcionamento do setor, permitindo apenas o funcionamento pelo sistema de takeaway e delivery, sem atendimento presencial. A cidade também está sujeita a um toque de recolher das 20h às 5h. A situação demonstra a fragilidade do setor e a necessidade de medidas de apoio para garantir a sua sobrevivência e a manutenção dos empregos.



