Peça integrava a maior coleção do país de fragmentos espaciais encontrados no Brasil desde a época do Império
Um meteorito com valor histórico, encontrado em 1967 pelo jornalista Saulo Gomes em uma fazenda de Burití, foi destruído no incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro em 2014. A peça, um condrito ordinário com 4 bilhões de anos, fazia parte da maior coleção de fragmentos espaciais do Brasil.
Destruição de um Tesouro Nacional
O jornalista Saulo Gomes descreveu a destruição do meteorito como frustrante. Ele e sua esposa guardaram cuidadosamente a peça por 42 anos, antes de doá-la ao Museu Nacional. Em poucas horas, um pedaço da história do universo brasileiro foi perdido nas chamas.
Um Meteorito com História
Saulo Gomes encontrou o meteorito enquanto cobria a queda de um aerólito na região de São Simão para a extinta TV Tupi. Em 2009, pesquisadores da Unesco e do Canadá classificaram-no como um condrito ordinário, um tipo de meteorito composto pela mesma matéria que deu origem ao sistema solar. Após integrar o acervo do Museu Nacional, recebeu o nome de Saulo Gomes.
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Esforços de Preservação
Apesar da tragédia, Saulo Gomes ainda conserva um meteorito em sua casa. Ele também doou uma segunda peça ao Nesp de Rio Claro. Após o incêndio, ele fez um apelo às autoridades para que buscassem preservar os possíveis fragmentos remanescentes do meteorito no Museu Nacional. Até a data da publicação desta matéria, a localização do meteorito ainda não havia sido confirmada pela equipe que avalia os danos do incêndio.



