Gabriele Carolina Gonçalves ficou 22 dias internada por causa de ferimentos graves na cabeça; caso ocorreu em Cajuru em janeiro
Gabriela Carolina Gonçalves, ‘Achei que ia morrer’, diz mulher, comerciante de Cajuru, falou pela primeira vez sobre o ataque sofrido em janeiro deste ano, quando acusa o ex-namorado, Dênis, de jogá-la de um carro em movimento após uma série de agressões. Ela relatou que pensou que fosse morrer e se emocionou ao lembrar do ocorrido.
Gabriela sofreu graves ferimentos na cabeça e ficou internada por 22 dias — ‘Achei que ia morrer’, diz mulher —. Ela afirma que Dênis tentou matá-la e descreveu o momento do ataque:
“Se não eu vou abrir a porta, eu vou me jogar. Eu abri a porta. Quando eu abri a porta, ele me deu um empurrão. Foi tão forte aquele empurrão. Eu caí olhando a porrosta dele. Ele estava muito nervoso comigo. Eu sei que a minha cabeça bateu no chão e meu braço esquerdo ficou travado dentro da caminhonete, onde ele saiu me arrastando por alguns metros. E quando consegui soltar meu braço esquerdo, eu saí rolando daquele jeito. Quando parei com a cara no chão, eu não sentia meus braços, não sentia minhas pernas. Eu não sentia nada. Eu não conseguia me mexer.”
Gabriela afirmou ainda que Dênis era ciumento e possessivo, e que mesmo tendo uma loja de moda para cuidar, ela não podia conversar com outras pessoas. No dia do ataque, eles participavam da festa de São Sebastião quando Dênis iniciou uma discussão por causa do contato dela com clientes. Para evitar o conflito, Gabriela decidiu ir embora, mas foi surpreendida por Dênis, que iniciou as agressões na rua.
“Ele disse: ‘Você quer sofrer? Você vai sofrer em casa atrásra.’ O psicológico está muito afetado, porque todas as noites e todos os dias eu lembro do que ele fez comigo. Passa tudo de novo na minha cabeça daquele dia.”
Lesões e laudo médico: O laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestou que Gabriela sofreu traumatismo craniano e lesão cerebral, com acúmulo de sangue, o que exigiu uma cirurgia para drenagem do líquido.
Testemunhas e versão da defesa: Para a polícia civil, algumas testemunhas relataram ter visto Gabriela sendo agredida dentro do carro e ouviram seus pedidos de socorro. Outras disseram que Dênis estava alterado e sob efeito de bebida alcoólica, ficando agressivo quando a polícia foi mencionada.
O advogado de Dênis, Maurício Linsferraschi, negou que o cliente tenha desobedecido a ordem judicial para manter distância de Gabriela e afirmou que ela pulou do carro por vontade própria.
“A denúncia fala que ele empurrou a Gabriela do carro. Isso não aconteceu. Foi visto por algumas pessoas que ela pulou. Ela própria admite que abriu a porta para pular dizendo que iria pular e ele nega veementemente. Portanto, é uma única versão estranha e isolada nos autos e é só com base nisso que foi feita a denúncia.”
Medidas judiciais: Dênis está preso desde 16 de março por descumprir a medida protetiva expedida pela justiça. O caso segue em investigação pela polícia civil.
Entenda melhor
O caso envolve violência doméstica e agressão física, com a vítima apresentando lesões graves e a existência de medida protetiva contra o acusado. A disputa entre versões ainda será analisada no processo judicial.



