Reforma das fachadas, melhora da iluminação… propostas foram discutidas com empresários na sede da Associação
Uma reunião realizada na sede da Associação Comercial e Industrial (ACIRP) marcou o início de uma parceria com o Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais para discutir a requalificação do centro de Ribeirão Preto. Empresários, lojistas e frequentadores participaram do encontro e apresentaram propostas que vão da recuperação de fachadas à iluminação e à reocupação de prédios degradados.
Propostas apresentadas
Entre as ideias apontadas estão a reforma de fachadas de prédios antigos, maior iluminação pública, pintura e manutenção das lojas, além de ações para trazer vida ao centro à noite, com atrações culturais. Adriana Silva, gestora de projetos da Ypsique, destacou a importância de ouvir quem usa a região: “Entender o que o centro da cidade quer para o centro da cidade” é a primeira fase de um projeto pensado para dois anos, com entregas intermediárias de intervenções e atividades.
Preocupações e responsabilidades
Participantes ressaltaram que a responsabilidade não cabe apenas ao setor privado. O empresário Sidney Novo cobrou melhor zeladoria por parte da prefeitura — cuidado com praças e aceleração de projetos de iluminação — ao mesmo tempo em que pediu que cada lojista cuide de sua fachada para tornar o espaço mais atraente. Questões sociais também foram abordadas: um levantamento de 2022 divulgado pela prefeitura indicou que quase 4 mil pessoas estavam em situação de rua na cidade, e mais de 80% não eram moradores de Ribeirão Preto, segundo relatos apresentados na reunião.
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O engenheiro José Batista Ferreira, presidente da Acilcon, destacou a deterioração progressiva do centro: calçadas ruins, fachadas descuidadas e a falta de mecanismos que deem vida e segurança ao local, especialmente à noite. Para ele, a cidade precisa adotar soluções testadas em outras localidades e reunir um grupo responsável por propor ações concretas de revitalização.
Próximos passos
Após a rodada de sugestões, a segunda fase prevê a elaboração de um diagnóstico situacional e um plano de ação. Carlos Ferreira, gestor de marketing e relações institucionais da ACIRP, explicou que o diagnóstico servirá para mapear fluxos de pessoas, definir prazos e estabelecer frentes de trabalho: fortalecimento do centro histórico, estímulo à permanência e à vida noturna, atração de novos frequentadores e investidores, e reocupação cultural de prédios degradados.
A ACIRP ficará responsável pela articulação do projeto, que terá acompanhamento contínuo e metas de curto e médio prazo. Representantes esperam que as intervenções comecem a gerar efeitos visíveis antes do prazo total previsto.
Com o diagnóstico em andamento e a coordenação entre entidades públicas e privadas, os primeiros passos da requalificação do centro de Ribeirão Preto começaram a ser desenhados — a execução e os resultados dependerão da convergência de esforços nas próximas etapas.



