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Ações contra planos de saúde em SP aumentam quatro vezes em cinco anos

Exames, consultas e internações são os principais motivos, segundo pesquisa da USP; maioria dos processos envolvem idosos
Ações contra planos de saúde
Exames, consultas e internações são os principais motivos, segundo pesquisa da USP; maioria dos processos envolvem idosos

Exames, consultas e internações são os principais motivos, segundo pesquisa da USP; maioria dos processos envolvem idosos

O número de ações judiciais contra planos de saúde no estado de São Paulo apresentou um aumento alarmante de 400% em um período de cinco anos, conforme dados da Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa também revelou um crescimento significativo no número de ações julgadas em segunda instância entre 2010 e 2015.

Reclamações Recorrentes entre Idosos

Idosos lideram o número de ações judiciais contra planos de saúde, motivados principalmente pela dificuldade em agendar consultas e pela insatisfação com o atendimento recebido. O aposentado Gilberto Nel relata ter precisado pagar por consultas devido à longa espera. Esse cenário de dificuldades enfrentadas pelos idosos demonstra a necessidade de atenção especial e melhorias no atendimento oferecido pelos planos de saúde.

Crescimento Desproporcional das Reclamações

O aumento nas reclamações superou significativamente o crescimento do número de clientes de planos de saúde no estado. Enquanto o número de usuários cresceu apenas 5%, passando de 17,3 milhões para 18,3 milhões, as reclamações dispararam. A demora para marcar internações e realizar exames também figura entre os principais problemas enfrentados pelos usuários, como relata o aposentado Salvador Bortega, que enfrentou dificuldades durante o tratamento de sua esposa.

A Busca pela Justiça como Último Recurso

A advogada Ana Claudia Godoy explica que, na maioria dos casos, os usuários recorrem à justiça após esgotarem outras tentativas de resolver o problema. Ela ainda ressalta que, em grande parte das ações, os usuários obtêm sucesso, com uma média de 85% a 90% de resultados positivos. No entanto, muitas pessoas ainda não buscam a justiça para resolver conflitos com planos de saúde. Dona Florips Mendes Rissar de Viana, por exemplo, teve uma internação de emergência recusada pelo plano de saúde durante uma viagem, mas optou por não acionar a justiça.

A advogada também destaca que os idosos possuem prioridade no atendimento, garantida pelo Código de Defesa do Consumidor e pelo Estatuto do Idoso. A situação revela um cenário complexo, onde o acesso à justiça se mostra fundamental para garantir os direitos dos usuários de planos de saúde.

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