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Acordo tarifário entre Estados Unidos e China traz alívio para o mercado agrícola global

Tarifas estadunidenses foram reduzidas para 30% e as chinesas para 10%; José Carlos de Lima Júnior analisa desdobramentos
Acordo tarifário entre Estados Unidos e
Tarifas estadunidenses foram reduzidas para 30% e as chinesas para 10%; José Carlos de Lima Júnior analisa desdobramentos

Tarifas estadunidenses foram reduzidas para 30% e as chinesas para 10%; José Carlos de Lima Júnior analisa desdobramentos

O governo dos Estados Unidos e a China anunciaram uma trégua temporária na disputa comercial que envolve taxações sobre produtos importados. A partir do acordo, Acordo tarifário entre Estados Unidos e, os Estados Unidos reduzirão as tarifas para 30% sobre produtos chineses, enquanto a China aplicará uma taxa de 10% sobre produtos americanos. O consenso foi divulgado no início da noite de domingo, 11, com detalhes apresentados na segunda-feira, 12.

O período de cessar-fogo previsto no acordo é de 90 dias, trazendo um alívio temporário para o mercado agrícola global, que estava bastante instável. A valorização do petróleo foi uma das primeiras reações positivas, diante da diminuição do risco de recessão mundial.

Impactos no agronegócio: O impacto imediato para o agronegócio brasileiro tende a ser limitado. A soja, por exemplo, não deve registrar valorização significativa, pois a China já havia realizado grandes compras do Brasil antes do anúncio, e o país enfrenta uma grande safra, pressionando os preços para baixo.

Por outro lado, o mercado de carnes, especialmente a exportação de carne bovina, suína e aves, pode ser beneficiado. O crescimento da proteína animal impulsiona cadeias relacionadas, como a nutrição animal, que envolve produtos como milho e sorgo.

Custos logísticos e comércio internacional

O embate comercial entre Estados Unidos e China elevou os custos do frete marítimo global, impactando as mercadorias importadas, inclusive pelo Brasil. A trégua deve reduzir esses custos, beneficiando o agronegócio brasileiro no curto prazo.

Dilemas econômicos dos Estados Unidos: Os Estados Unidos enfrentam um dilema entre manter o dólar como moeda de reserva mundial e buscar superávit nas exportações. A moeda de reserva exige que o país importe mercadorias para colocar dólares no mercado, o que conflita com a intenção de aumentar as exportações. Essa complexidade dificulta mudanças rápidas na política comercial americana e explica a busca por renegociações bilaterais.

Panorama

O acordo de redução temporária das tarifas é visto como um paliativo diante da imprevisibilidade da política comercial americana. O presidente Donald Trump tem buscado parcerias bilaterais com diversos países, como Emirados Árabes Unidos e Catar, para renegociar acordos comerciais. Para o Brasil, o momento pode ser uma oportunidade para liderar negociações, como a parceria entre Mercosul e União Europeia, que está em espera.

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