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Acordo vai reduzir tarifas de games e eletrônicos

Ouça a coluna 'CBN Mundo Digital', com Patricia Teixeira
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O Brasil optou por não aderir a um acordo internacional que eliminaria tarifas de importação sobre uma vasta gama de produtos eletrônicos em 80 países. Esse acordo, que abrange mais de 200 itens, incluindo videogames e semicondutores, poderia ter um impacto significativo na economia brasileira e no acesso à tecnologia para a população.

Oportunidade Perdida e Impacto nos Preços

A não adesão a este acordo representa uma oportunidade perdida para o Brasil. A eliminação das tarifas não se restringiria a smartphones e tablets, mas também a tecnologias cruciais para hospitais, escolas e a indústria em geral. A redução de custos poderia democratizar o acesso a essas tecnologias, beneficiando um número maior de pessoas. A negociação global reduziria em um trilhão as tarifas sobre eletrônicos, mas o Brasil preferiu proteger sua indústria eletrônica.

Proteção da Indústria Nacional vs. Custos Elevados

Embora a proteção da indústria nacional seja importante, é crucial reavaliar a política de impostos. Atualmente, o Brasil possui um dos iPhones mais caros do mundo. Essa situação resulta em gastos desnecessários, tanto devido aos impostos quanto às margens de lucro das empresas. É imperativo repensar essa abordagem, sob o risco de a tecnologia permanecer acessível apenas a uma parcela limitada da população. Um iPhone que custa entre 200 e 300 dólares no exterior pode chegar a R$ 3.500 no Brasil, evidenciando um aumento significativo.

Competitividade e Estímulo ao Consumo

A adesão ao acordo poderia aumentar a competitividade do Brasil em relação a países como a China. Mesmo que muitas matérias-primas e componentes sejam importados, a facilidade de negociação proporcionada pelo acordo traria benefícios. A redução dos preços de eletrônicos, como videogames, tablets e smartphones, impulsionaria o consumo e aqueceria a economia. O aumento do consumo beneficiaria lojas, fabricantes e toda a cadeia produtiva. Além disso, a redução das tarifas poderia aumentar a arrecadação de impostos pelo governo.

A decisão de não participar do acordo levanta questionamentos sobre o futuro do acesso à tecnologia no Brasil e a necessidade de equilibrar a proteção da indústria nacional com os benefícios de uma economia mais aberta e competitiva.

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