Especialista em agro afirma que não há justificativas para um novo reajuste; é o quinto ano só neste ano
O preço dos combustíveis voltou a subir no Brasil. Um aumento de 5% na gasolina e no diesel entra em vigor a partir de 2 de março, gerando preocupação e questionamentos sobre as causas dessa alta.
Aumento consecutivo e a troca na Petrobras
Segundo José Luiz Coelho, especialista em agronegócio, este é o quinto aumento dos combustíveis em 2024. Com este novo reajuste, a gasolina acumula alta de 39,5% e o diesel de aproximadamente 28%. Coelho levanta a hipótese de que a troca no comando da Petrobras possa ter influenciado no aumento, ocorrendo em um momento coincidente com a desoneração de impostos federais sobre o combustível pelo governo. Essa situação cria uma espécie de contradição, onde o governo reduz impostos de um lado, enquanto a Petrobras aumenta os preços de outro.
Impacto na economia e no consumidor
O impacto do aumento dos combustíveis é sentido em toda a cadeia produtiva, afetando o transporte público e rodoviário, além de impactar os preços de alimentos e medicamentos. A situação se agrava em um momento de alta inflação e desemprego, tornando-se ainda mais crítica em estados onde a carga tributária sobre o diesel é maior. Em alguns estados, o preço da gasolina já ultrapassa R$ 6,60, o diesel R$ 5,20 e o etanol R$ 4,00. Coelho alerta que, enquanto a política de paridade internacional da Petrobras se mantiver, novos aumentos podem ocorrer, elevando ainda mais o custo de vida da população.
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Preço na bomba x preço anunciado
Por fim, uma recomendação importante: os consumidores devem conferir o preço do combustível diretamente na bomba, e não apenas nas faixas de preços anunciadas nos postos. Muitas denúncias apontam divergências entre o valor anunciado e o cobrado na hora do abastecimento. A transparência de preços é fundamental para proteger o consumidor de possíveis abusos.



