Em contrapartida, venda de etanol ficou 71% menor em 2017
O açúcar mantém sua posição de destaque como principal produto exportado pela região metropolitana de Ribeirão Preto, segundo dados do boletim de comércio exterior da Ceper Fundace.
Aumento na exportação de açúcar e queda no etanol
Em 2017, as exportações de açúcar registraram crescimento de 2,9% em relação a 2016. Por outro lado, houve uma queda significativa de 71% na exportação de álcool etílico, resultando em uma redução de US$ 100 milhões em 12 meses (de US$ 126 milhões para US$ 21 milhões).
De acordo com Luciano Nakabache, pesquisador da Ceper e coordenador do boletim, a queda na exportação de etanol está ligada à demanda norte-americana. Enquanto o açúcar tem mais de 70% de sua produção destinada ao mercado externo, o etanol é majoritariamente consumido internamente, com apenas 5% da produção destinada à exportação. A redução nas importações norte-americanas afetou diretamente as exportações brasileiras de etanol.
Leia também
Desempenho positivo do mercado interno e outros destaques
Apesar dos números negativos nas exportações de etanol, as usinas comemoram as vendas no mercado interno. O aumento no preço da gasolina impulsionou a procura por etanol, beneficiando as usinas. Outros produtos também se destacaram nas exportações da região, como o amendoim, com crescimento de 71% em 2017, tornando-se o quarto principal item exportado. Em Ribeirão Preto, houve um aumento significativo nas exportações de soja (de US$ 960 mil para US$ 20 milhões) e no setor de alimentação animal (crescimento de 58%).
Em resumo, enquanto o setor sucroenergético enfrenta desafios com a exportação de etanol, o açúcar continua sendo um pilar importante da economia da região, impulsionado pela demanda externa. O bom desempenho do mercado interno de etanol e o crescimento de outros produtos, como o amendoim e a soja, contribuem para um cenário mais equilibrado para a região.



