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Açúcar e criança: quando essa relação pode ser nociva aos pequenos?

Quem explica as doses e em quais condições os pais podem 'adoçar' os alimentos, é Ivan Savioli Ferraz no 'Filhos e Cia'
açúcar e criança
Quem explica as doses e em quais condições os pais podem 'adoçar' os alimentos, é Ivan Savioli Ferraz no 'Filhos e Cia'

Quem explica as doses e em quais condições os pais podem ‘adoçar’ os alimentos, é Ivan Savioli Ferraz no ‘Filhos e Cia’

O consumo de açúcar em crianças é um tema que gera muitas dúvidas entre pais e responsáveis. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria, a recomendação é clara: crianças não devem consumir açúcar de qualquer tipo até os dois anos de idade. A introdução precoce do açúcar está associada a diversos problemas de saúde, como a obesidade.

Açúcar e a saúde infantil: riscos e desafios

A polêmica em torno do açúcar muitas vezes surge da diferença entre as orientações médicas e as práticas tradicionais. Avós, por exemplo, podem ter introduzido açúcar na alimentação de seus filhos em idades mais precoces, sem os conhecimentos atuais sobre os malefícios. A introdução de açúcar antes dos dois anos aumenta significativamente o risco de obesidade infantil, e pode levar a problemas de saúde mais graves na vida adulta, como hipertensão e doenças cardíacas.

Além do açúcar refinado, os sucos também merecem atenção. Embora pareçam saudáveis, sucos industrializados contêm grandes quantidades de açúcar, enquanto os sucos naturais, mesmo feitos em casa, podem conter muitas calorias e pouca fibra, contribuindo para o ganho de peso. A recomendação é evitar sucos no primeiro ano de vida e limitar a quantidade em anos posteriores. A fruta in natura é sempre a melhor opção.

Alternativas ao açúcar e hábitos alimentares saudáveis

Adoçantes artificiais também não são recomendados para crianças menores de dois anos. A melhor estratégia é evitar o açúcar completamente e explorar a criatividade na cozinha para tornar os alimentos saborosos sem adição de açúcar. É possível moldar o paladar da criança desde cedo, de forma que ela aprecie alimentos sem a necessidade de açúcar adicionado. Isso ajuda a prevenir o desenvolvimento de um paladar que busca apenas alimentos doces, diminuindo o risco de obesidade.

Em relação a crianças maiores, que participam de festas e eventos sociais, o bom senso é fundamental. O açúcar pode fazer parte da dieta, mas com moderação, preferencialmente como sobremesa. É importante observar a saciedade da criança e evitar forçá-la a comer além do necessário. O diálogo e o estabelecimento de limites também são importantes para criar hábitos alimentares saudáveis.

Em resumo, a prevenção da obesidade e de problemas de saúde relacionados ao consumo excessivo de açúcar começa na infância. A orientação médica, aliada à criatividade e ao bom senso dos pais, são essenciais para garantir uma alimentação saudável e equilibrada para as crianças.

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