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Acúmulo de lixo causa insegurança em moradores e comerciantes da região do córrego Tanquinho

Área na avenida Marechal Costa e Silva concentra descarte irregular, ponto de consumo de drogas, sendo alvo de reclamações antigas da população da região
Lixo
Fabio Marchiselli/CBN Ribeirão

Moradores e comerciantes da região do córrego Tanquinho, na avenida Marechal Costa e Silva, em Ribeirão Preto, relatam problemas recorrentes com acúmulo de lixo, insegurança e presença constante de usuários de drogas. A situação motivou reclamações à CBN Ribeirão, que esteve no local para verificar as condições.

Quem passa pela região encontra resíduos espalhados pela calçada, pela rua e em áreas próximas ao córrego. O cenário, segundo moradores, se repete há anos e afeta tanto a mobilidade quanto a sensação de segurança de quem circula pelo bairro Tanquinho.

Descarte

Além da avenida Costa e Silva, pontos de descarte irregular de lixo também foram identificados nas ruas Romano Coró e Américo Reis, que ficam nas proximidades. Entre os materiais encontrados estão lixo orgânico, móveis velhos, eletrodomésticos, televisores, sucata e resíduos queimados.

De acordo com relatos, parte do lixo é incendiada por usuários de drogas que frequentam o local, o que gera fumaça constante e agrava o incômodo para moradores e comerciantes da região. A situação contribui para a degradação do espaço urbano.

Reclamações

Comerciantes da região, que preferiram não gravar entrevista, afirmam que o problema é antigo e relatam a presença frequente de ratos nos estabelecimentos. Para tentar conter a infestação, alguns dizem arcar com custos próprios para controle de pragas.

Moradores também confirmam que a limpeza realizada eventualmente não resolve o problema de forma definitiva. Segundo eles, pouco tempo após a retirada dos resíduos, o local volta a ser usado como ponto de descarte irregular.

Insegurança

Outro ponto citado é o uso da área por usuários de drogas, que contribui para o acúmulo de lixo e gera medo entre quem mora ou trabalha nas proximidades. Comerciantes relatam casos de furtos e dizem se sentir inseguros, principalmente fora do horário comercial.

A moradora Angelina do Nascimento, que vive no bairro há décadas, afirma que evita circular pela região em determinados horários. Ela relata que pessoas dormem no local e a movimentação durante a madrugada aumenta a sensação de insegurança.

Prefeitura

Em nota, a Secretaria de Infraestrutura e Zeladoria informou que a área da avenida Costa e Silva é particular e o proprietário já foi autuado. Segundo a pasta, limpezas foram executadas no local por requisição do Ministério Público, mas a manutenção é de responsabilidade do dono do terreno.

Ainda de acordo com a secretaria, nos demais endereços citados será realizada uma vistoria técnica, com recolhimento dos resíduos encontrados. A Secretaria de Assistência Social foi acionada para comentar a situação das pessoas em situação de rua e usuários de drogas na região, e o posicionamento ainda é aguardado.

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