Cidade teve um concurso público e um processo seletivo anulados pela ‘Operação QI’
Uma acusada de envolvimento em um esquema de fraude em concursos públicos em Jabuticabal foi ouvida pela justiça local. A Polícia Civil identificou mais de 22 concursos públicos e 28 licitações em 35 cidades com indícios de fraudes praticadas pela quadrilha desmantelada pela Operação Ki.
Anulação de Concursos em Jabuticabal
Em Jabuticabal, um concurso público e um processo seletivo foram anulados, pois foram realizados pela empresa Persona, cuja proprietária, Marta Silene Colacior, está presa. A promotora responsável pelo caso, Ethel Cipeli, informou que a prefeitura local acatará a recomendação do Ministério Público para anulação do concurso e do processo seletivo.
Próximos Passos e Envolvimento de Marlene
A investigação aponta que Marlene, presa em virtude de ação criminal que corre perante a vara de Ribeirão Preto, fez a intermediação da venda de vagas. Ela foi escoltada para Jabuticabal para prestar esclarecimentos no âmbito civil, onde será ajuizada a ação para a aplicação da responsabilidade civil.
Leia também
Prejuízos e Reembolsos
As pessoas prejudicadas pela fraude terão direito ao ressarcimento do dinheiro pago nas taxas de inscrição. A prefeitura poderá realizar um novo concurso e utilizar o valor já pago como crédito para os candidatos.
As investigações, que duraram cinco meses e envolveram a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), revelaram que Marlene, ex-vereadora de Pradópolis, era proprietária de duas empresas que fraudavam concursos nas regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. O esquema movimentou ao menos R$ 2 milhões em contratos entre 2014 e 2015.
Durante a investigação, a polícia comprovou fraudes em documentos nas cidades de Puan, Luís Antônio, Sant’Ernestina, Monte Alto, Serra Azul, Motuca, Valentin Gentil, Pitangueiras, Estrela do Oeste, Dobrada, Guaraci, Turmalina, Restinga, Barretos, Sol, Ibirá, Tabatinga, Álvares Florence, Pedranópolis e Fernandópolis. Os gabaritos eram adulterados para favorecer pessoas indicadas pelas prefeituras, câmaras municipais ou pela própria vereadora.
Espera-se que a responsabilização dos envolvidos e o ressarcimento dos candidatos prejudicados tragam um desfecho adequado a este caso.



