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Acusado de matar mulher e fugir com filho do casal vai a júri sem ter se apresentado à justiça

Ivan Nogueira está foragido desde 2022, quando matou Regiane Carneiro de Moura Silva enforcada, no bairro Jóquei Clube
Acusado de matar mulher e fugir
Ivan Nogueira está foragido desde 2022, quando matou Regiane Carneiro de Moura Silva enforcada, no bairro Jóquei Clube

Ivan Nogueira está foragido desde 2022, quando matou Regiane Carneiro de Moura Silva enforcada, no bairro Jóquei Clube

Começou às 9h30 desta quinta-feira, no Fórum de Ribeirão Preto, o julgamento pelo Tribunal do Júri do vendedor Ivano Ogueira, acusado de matar a própria mulher, Regiane Carneiro de Moura Silva. O réu não está presente: foragido desde o dia do crime, em maio de 2022, ele foi intimado por edital e o processo segue sem sua presença.

O crime e a família

Segundo a denúncia, Ivano matou Regiane em maio de 2022 e, em seguida, fugiu com o filho do casal. A criança, que na época do crime tinha cerca de três anos, hoje tem cinco anos. A família da vítima afirma que, desde então, tenta contato para ver a criança, sem sucesso.

Como se dará o julgamento

O advogado e especialista em direito criminal Leonardo da Fonso Pontes explicou na abertura do júri as etapas previstas: escolha dos jurados, depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, manifestações das partes e, por fim, a votação dos jurados. Caberá ao juiz proferir a sentença após o veredito popular. A decisão dos jurados pode resultar em absolvição ou condenação; em caso de condenação, o juiz fixará a pena, levando em conta eventual existência de agravantes ou circunstâncias que possam atenuar o crime.

Contra a sentença ainda cabem recursos. O processo poderá ser reanalisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e, em eventual continuidade, pelos tribunais superiores em Brasília. Há ainda a possibilidade de interposição de recurso com pedido de tramitação em liberdade, dependendo do que for decidido ao final do julgamento.

Posicionamento da defesa

O advogado de defesa Ecasiano Figueiredo informou que Ivano escreveu uma carta que deve ser lida durante a sessão. Segundo a defesa, o documento explicaria os motivos pelos quais o acusado não se entregou à polícia e traria a versão dos fatos, incluindo a alegação de que Ivano tentou acionar socorro no dia do crime, o que, para os defensores, indicaria ausência de intenção de matar. A defesa também afirma que o filho do casal está sob os cuidados do pai e encontra-se bem assistido.

A CBN Ribeirão continua acompanhando o júri e divulgará o desfecho assim que houver decisão.

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