Francisco Campaner (PSDB) foi executado com quatro tiros; réus respondem pela tentativa de assassinato de outras duas pessoas
Começa hoje em Ribeirão Bonito o julgamento popular de Cícero Alves Peixoto e Manuel Bento Santana da Cruz, acusados de assassinar o prefeito Chiquinho Campanelli em 2019 e tentar matar outras duas pessoas. O julgamento, que deve durar pelo menos dois dias, terá o depoimento de 25 testemunhas e duas vítimas que estavam com o prefeito no momento do crime.
O Crime e os Acusados
O prefeito Francisco Campanelli foi assassinado a tiros em uma emboscada em uma estrada rural. Imagens de segurança mostraram que o carro do prefeito foi seguido por um veículo com placa de São Paulo, dirigido por Cícero Alves Peixoto, um vigilante que confessou participação no crime, mas alegou que Manuel Bento Santana da Cruz, um empresário do setor de transporte, foi o autor dos disparos. A motivação seria o cancelamento de um contrato de transporte escolar e falta de pagamento de serviços prestados à prefeitura. Cruz negou o envolvimento, mas admitiu estar no local do crime e deu versões contraditórias. Ambos foram presos preventivamente em 2020.
O Julgamento
O júri será composto por sete jurados sorteados antes do início do julgamento, presidido pelo juiz Victor Trevisan. Os réus respondem por homicídio qualificado (motivo torpe, emboscada e recurso que dificulte a defesa) e tentativa de homicídio. A prisão preventiva foi mantida devido à gravidade do crime e à periculosidade dos réus. O julgamento está sendo acompanhado pela imprensa, com restrições quanto à filmagem para preservar as testemunhas.
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Acompanhamento do Caso
A equipe de reportagem acompanha o julgamento e trará atualizações sobre o desenrolar dos depoimentos e a decisão do júri. A expectativa é de que o julgamento se estenda por mais de um dia, dada a quantidade de testemunhas e a complexidade do caso. Novas informações serão divulgadas assim que disponíveis.



