Rian morreu em julho de 2019, depois de ficar 10 meses em estado vegetativo após ser espancado pelos acusados
A Justiça determinou que Donizete Alfredo Campos e Caiemendes Pinheiro dos Santos sejam levados a júri popular pelo espancamento e morte do estudante Rian Augusto Rosa. O crime, ocorrido em julho de 2019, chocou a região.
O Crime e a Decisão Judicial
De acordo com a decisão da juíza Joyce Sofiati Salgado, da 2ª Vara do município de Orlândia, os acusados são pronunciados por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. A magistrada considerou que há indícios de que Campos agrediu Rian e que Santos participou da ação, ambos intencionalmente. Campos permanecerá preso até o julgamento, enquanto Santos, solto desde dezembro de 2019, responderá em liberdade.
Reações à Decisão
A advogada da família de Rian, Sandra Pepporini, celebrou a decisão, afirmando que se trata de um crime contra a vida que deve ser julgado pelo júri popular. Já o advogado de defesa de Donizete Campos, Cassiano Figueiredo dos Reis, discorda da acusação e pretende recorrer. O advogado de Caiemendes Pinheiro dos Santos não foi localizado para comentar.
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O Caso Rian Augusto Rosa
Rian morreu em 29 de julho de 2019, após 10 meses em estado vegetativo, devido às agressões sofridas. Para o Ministério Público, as agressões foram motivadas por vingança: Rian havia terminado o namoro com Santos e se envolvido com o ex-namorado de Campos. O crime ocorreu na porta da escola em Jardinópolis. O júri popular buscará esclarecer os fatos e definir a culpa dos acusados, buscando justiça para a família de Rian.



