Ouça o 1º bloco do programa de 21 de dezembro
Ademir da Guia, o ‘Divino’, transcendeu as definições e adjetivos. Sua técnica, tranquilidade, visão de jogo e domínio de bola eram singulares. Transformava passes violentos em toques suaves, e bolas tortas ganhavam perfeição instantânea. Um simples toque deixava companheiros na cara do gol, e chutes potentes, quebrando sua calma habitual, resultavam em golaços.
A Obra de um Divino em Verde e Branco
Como descrever em uma só palavra o futebol de Ademir da Guia? ‘Divino’ parece apropriado, eternizando sua trajetória de 901 jogos com a camisa da Sociedade Esportiva Palmeiras, imortalizado com um busto de bronze no Palestra Itália. Sua genialidade o consagrou como o maior ídolo da história do clube, um dos maiores craques do futebol mundial e sinônimo de futebol arte nas décadas de 60 e 70.
A Academia que Ensinava Futebol
Sob o comando de Ademir, o Palmeiras deixou de ser apenas um time para se tornar uma ‘Academia’. Seus jogadores não apenas jogavam futebol, eles o ensinavam. Em tempos do Santos de Pelé, apenas o Palmeiras brecou um possível decacampeonato paulista do alvinegro praiano. No início dos anos 70, com a criação do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras se tornou o primeiro bicampeão, a ‘Academia do Divino’, parte 2.
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O Azar da Seleção, a Sorte do Palmeiras
Apesar de mais de 12 títulos, gols memoráveis e uma eternidade no coração dos torcedores, o destino quis que Ademir da Guia não brilhasse intensamente com a camisa verde e amarela do Brasil. Mágua? Que nada! Azar da seleção e sorte do Palmeiras, que não perdeu seu craque para as longas viagens e convocações.
A história de Ademir da Guia é um testemunho da genialidade que floresceu no Palmeiras, marcando uma era de ouro no futebol brasileiro.



