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Adolescência e seus lutos emocionais desafiam pais e pedem diálogo e paciência

Adolescência e seus lutos emocionais desafiam pais e pedem diálogo e paciência
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Adolescência e seus lutos emocionais desafiam pais e pedem diálogo e paciência

Adolescência e seus lutos emocionais desafiam pais e pedem diálogo e paciência

O período da adolescência, marcado por intensas transformações, frequentemente suscita dúvidas e preocupações em pais e responsáveis. Longe de ser uma doença, a chamada “síndrome da adolescência normal” descreve um conjunto de características comportamentais, psicológicas e sociais que acompanham essa fase de transição entre a infância e a vida adulta. Entender essa síndrome é fundamental para auxiliar os jovens nessa jornada.

As Três Perdas Fundamentais

A base da síndrome da adolescência normal reside na forma como os adolescentes lidam com três perdas significativas, embora inconscientes: a perda do corpo infantil, a perda dos pais idealizados da infância e a perda da identidade e do papel social infantil. Essas perdas geram uma crise de identidade, manifestando-se em diversos comportamentos típicos da adolescência.

Comportamentos Comuns na Adolescência

A busca por uma identidade adulta leva os adolescentes a se agruparem, buscando identificação e pertencimento. Essa tendência grupal pode resultar em um afastamento progressivo dos pais, gerando angústia em ambos os lados. O questionamento constante, a experimentação da sexualidade, as contradições, as flutuações de humor e as atitudes reivindicatórias são outras características comuns nessa fase. A intelectualização e a tendência a “viajar no tempo” também são mecanismos utilizados para lidar com as mudanças.

Quando Buscar Ajuda?

Embora muitos comportamentos sejam esperados, é importante estar atento a sinais de que a situação pode estar saindo do controle. Tristeza persistente por mais de duas semanas, agressividade excessiva ou comportamentos que fogem ao bom senso são indicativos de que o adolescente pode precisar de ajuda profissional. Nesses casos, é fundamental procurar um pediatra ou especialista para avaliar a situação e indicar o tratamento adequado.

Compreender que muitos comportamentos são parte do desenvolvimento normal do adolescente é o primeiro passo para lidar com essa fase. Manter canais de comunicação abertos, oferecer um porto seguro e equilibrar limites com autonomia são atitudes que podem fazer toda a diferença.

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