Jovem prestou depoimento à Polícia Civil e aguardava vaga na Fundação Casa de Araraquara, onde deve ficar internado por 45 dias
Após a tragédia que vitimou Aila Manuela Ribeiro da Piedade, de apenas 4 anos, a Polícia Civil ouviu o depoimento do adolescente de 14 anos suspeito de ter arremessado a bomba que causou a morte da menina. Segundo a delegada Juliana, do terceiro distrito policial de Barreiros, o menor afirmou que estava brincando com amigos, lançando explosivos em um terreno baldio, sem a intenção de atingir a casa da vítima.
Apreensão e Depoimento
O adolescente foi apreendido em Jaú após se apresentar na delegacia de investigações gerais, após saber da ordem judicial de detenção. Sem passagens policiais, ele foi encaminhado para a delegacia da Infância e Juventude de Jaú, aguardando vaga na unidade de Araraquara, onde ficará internado por 45 dias, conforme decisão judicial. Ele responderá por ato infracional análogo ao homicídio. A apreensão foi determinada pela justiça na segunda-feira, iniciando as diligências policiais para encontrá-lo. A mãe do menor havia afirmado que o apresentaria na sexta-feira, mas ele estava em Jaú por medo de represálias após a morte de Aila e o incêndio criminoso em sua casa, no sábado, por cerca de 30 pessoas. Ninguém se feriu nesse incidente.
Investigação em Andamento
A delegada informou que a polícia já identificou o fornecedor da bomba e investiga como ocorreu a venda do artefato para o menor. O depoimento do adolescente, embora alegue que não pretendia atingir a casa da vítima, contradiz as imagens que mostram a bomba sendo arremessada em direção à residência. O Ministério Público e o Judiciário conduzirão o processo judicial. As investigações também se concentram no estabelecimento onde o menor adquiriu a bomba, para apurar as circunstâncias da venda.
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Testemunhos e Fatos
Vizinhos e familiares de Aila relataram à polícia que pediram ao grupo de adolescentes para parar de arremessar bombas nas ruas. Eles afirmaram que os garotos brincavam com os explosivos desde sexta-feira, ignorando os pedidos. Aila foi atingida no peito e na nuca pela bomba enquanto dormia, recebendo atendimento na Santa Casa, mas não resistindo aos ferimentos e falecendo na madrugada de domingo. Seu corpo foi levado para sua cidade natal.



