Adolescente denuncia caso de transfobia e agressões na Casa de Acolhimento de São Carlos
Uma casa de acolhimento em São Carlos, interior de São Paulo, está no centro de uma grave denúncia. Um adolescente trans de 17 anos acusa a instituição de transfobia e agressões, alegando que os episódios ocorrem de forma reiterada.
A Denúncia de Transfobia e Agressão
Segundo o relato do adolescente, um funcionário da casa de acolhimento proferiu ofensas transfóbicas, afirmando que agressões físicas contra ele não teriam consequências legais, por considerá-lo “homem”. O incidente teria ocorrido durante uma discussão entre o funcionário e outros dois adolescentes. A vítima também alega que outra funcionária o trata constantemente por pronomes masculinos, desrespeitando sua identidade de gênero.
Intervenção e Acusações Adicionais
Em outra ocasião, ao tentar defender um amigo de 16 anos que estava sendo ameaçado por um funcionário, a adolescente teve a mão presa na porta. Ela afirma que outros funcionários presenciaram o ocorrido, mas não intervieram. Os adolescentes também relatam que o funcionário os acusava de assediar as meninas e de serem usuários de drogas. Após a Guarda Civil Municipal ser acionada, a direção da instituição impediu que os adolescentes apresentassem sua versão dos fatos às autoridades.
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Resposta da Prefeitura e Outras Reclamações
A prefeitura de São Carlos informou que está apurando as denúncias e que não tolerará violações dos direitos de crianças e adolescentes. Sobre a alegação de falta de itens de higiene pessoal, a prefeitura afirma que o Conselho Tutelar constatou que os produtos estão disponíveis, mas que alguns adolescentes desejam marcas específicas, o que não é possível atender. Os adolescentes, por sua vez, alegam que os produtos estão trancados e inacessíveis.
A veracidade das denúncias está sendo investigada, e espera-se que medidas apropriadas sejam tomadas para garantir a segurança e o bem-estar dos jovens acolhidos.



