Jovem de 17 anos é o segundo a fugir do local com a ajuda de comparsas em menos de um mês
Um adolescente de 17 anos foi resgatado da Fundação Casa em Ribeirão Preto na noite de ontem, com a ajuda de três homens armados. O incidente ocorreu por volta das 23h na unidade localizada na rodovia Jovana Parecida de Liberto, zona oeste da cidade.
O Resgate
O adolescente retornava de um atendimento na UPA da 3 de Maio, onde havia sido levado após queixar-se de um inseto no ouvido. No momento em que o veículo da Fundação Casa acessava a unidade, os três homens armados renderam o vigilante e os três agentes que acompanhavam o jovem. Após ameaçarem os funcionários, eles retiraram o adolescente da viatura. Os quatro tentaram fugir no veículo da instituição, mas abandonaram o carro e fugiram a pé após o vigilante acionar o rádio pedindo ajuda.
Investigação e Sindicância
A Fundação Casa informou, por meio de nota, que uma sindicância foi instaurada para apurar o caso, e a corregedoria geral investigará as circunstâncias do resgate. Este é o segundo caso semelhante em menos de um mês. No dia 1º de dezembro, outro adolescente de 17 anos foi resgatado de uma van enquanto era levado para uma audiência em Miguelópolis.
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Necessidade de Reforço na Segurança
Os casos recentes levantam questões sobre a segurança no transporte de internos da Fundação Casa. Segundo o consultor em segurança e tenente-coronel do Exército, Fernando Palouan, é preciso reforçar a proteção dos agentes. Ele sugere que, na ausência de armas para os vigilantes, o transporte seja feito com escolta policial. Palouan ressalta a vulnerabilidade da Fundação Casa, onde a ausência de armas facilita a ação de criminosos.
Questionada sobre o reforço na segurança, a Fundação Casa informou que os pedidos de apoio policial seguem normas que consideram o tipo de ato infracional, o comportamento do adolescente e o local de destino. A instituição também esclareceu que os agentes socioeducativos não podem portar armas, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Diante dos fatos, a necessidade de revisão nos protocolos de segurança se mostra evidente.



