Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
Dois adolescentes foram apreendidos após roubarem uma sorveteria em Ribeirão Preto. O crime, que envolveu o uso de facas e um revólver de brinquedo, chocou a comunidade local e gerou preocupação com as condições de detenção dos jovens.
A Angústia das Famílias
Maria Parecida Fernandes, mãe de um dos adolescentes, recebeu a notícia da apreensão do filho enquanto estava na igreja. Desesperada, ela relata as condições precárias da cela onde ele se encontra detido. Segundo Maria, o local carece de higiene, não oferece alimentação adequada e os jovens estão privados de itens básicos como produtos de higiene pessoal.
Valtes da Silva, pai do outro adolescente, expressou surpresa e tristeza ao saber do envolvimento do filho no crime. Ele lamenta as condições em que o filho se encontra, dormindo no chão e sem o mínimo de conforto. A família tem se esforçado para fornecer alimentação aos jovens, suprindo a falta de assistência da delegacia.
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A Defesa e a Legislação
O advogado Carlos Rocha Mesquita, responsável pela defesa dos menores, já solicitou à justiça a soltura dos adolescentes. Ele argumenta que a cela onde estão detidos é inadequada, sem ventilação, banheiro ou instalações apropriadas para abrigar os jovens. O advogado ressalta que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que a detenção de menores deve ocorrer em locais apropriados, o que não está sendo cumprido neste caso.
Contraponto da Polícia
O delegado seccional Claudio Otobone nega as acusações de que os adolescentes estejam em más condições. Ele afirma que a delegacia fornece alimentação aos jovens e que eles utilizam o mesmo banheiro que os policiais. A Fundação Casa informou que está dentro do prazo de cinco dias para que os adolescentes sejam transferidos para uma unidade de internação.
A situação dos adolescentes apreendidos em Ribeirão Preto levanta questões sobre a adequação das instalações policiais para a detenção de menores e a necessidade de garantir o cumprimento dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.



