Amanda Paccagnella é também integrante da Comissão do Direito Animal da OAB e fala dos riscos da falta de monitoramento
Um grave acidente ocorrido na zona norte de Ribeirão Preto na tarde de ontem chocou a cidade. Um motociclista de 34 anos morreu ao colidir com um cavalo solto na Avenida Carlos Drummond de Andrade, no bairro Joaquim Club. O animal também morreu no impacto.
Mortes e Ferimentos Recorrentes
Este não é um caso isolado. A CBN recebeu, nos últimos dias, pelo menos quatro relatos de ouvintes sobre animais soltos em diversas regiões da cidade, principalmente na zona norte. A recorrência de acidentes envolvendo animais soltos levanta preocupações sobre a segurança pública.
Responsabilidades e Falhas na Fiscalização
Segundo o engenheiro especialista em trânsito Fernando Velásquez, a responsabilidade pela guarda dos animais é dos proprietários, conforme prevê a lei. No entanto, a fiscalização é deficiente. Além da responsabilidade dos donos, fatores como áreas descampadas sem segregação adequada do leito carroçável e a falta de atenção dos condutores contribuem para o problema. A advogada ambientalista Amanda Pacanhella destaca a falta de tratamento adequado por parte do poder público a essa questão nos últimos anos, apesar dos frequentes registros de acidentes. Ela cita problemas como licitações malfeitas e falta de serviço para recolhimento de animais de grande porte, resultando em animais mortos ou feridos por falta de atendimento ou acidentes.
Ações Necessárias e Consequências
A falta de eficácia na fiscalização e no recolhimento de animais soltos resulta em acidentes graves, com vítimas fatais e feridos. A advogada menciona a ineficiência do serviço de recolhimento, apesar da existência de uma empresa contratada pela prefeitura. Reclamações frequentes, dificuldades de cobrança e respostas lentas do poder público demonstram a necessidade de ações mais efetivas. O engenheiro Velásquez ressalta a vulnerabilidade dos motociclistas, grupo que tem crescido na cidade, e a necessidade de redobrar a atenção no trânsito. A prefeitura, em nota, afirma que a prestadora de serviços não foi acionada pelos moradores sobre o animal solto e reitera a responsabilidade do proprietário, disponibilizando o número 0800 887 1511 para denúncias. Apesar disso, moradores relatam demora na resposta após as reclamações. A situação exige uma ação conjunta, responsabilizando os proprietários e melhorando a fiscalização e o serviço de recolhimento de animais, para garantir a segurança de todos.



