Até domingo, 200 mulheres de todo país prestaram queixa dizendo serem vítimas
Mais uma vítima se manifesta
Uma advogada de Ribeirão Preto, que preferiu manter o anonimato, relatou ter sido abusada sexualmente pelo médium João de Deus em 2015. Em seu relato, ela descreve como o médium, durante uma consulta em seu escritório, a levou para o banheiro e a forçou a praticar atos sexuais. Apesar do sofrimento, ela permaneceu em silêncio por mais de três anos, até que outros relatos semelhantes vieram à tona.
Casos se multiplicam após ampla divulgação
A repercussão de denúncias de abuso sexual contra João de Deus, veiculadas em importantes veículos de comunicação como o programa do Bial, Jornal da Globo e G1, impulsionou o surgimento de novos casos. Mais de 200 denúncias foram registradas pelo Ministério Público de São Paulo, e uma força-tarefa foi criada em Goiás para investigar as vítimas. As investigações se concentram na casa onde João de Deus realizava atendimentos, a Casa Dom Inácio de Loyola, onde os abusos teriam ocorrido desde a década de 80.
Busca por justiça
A advogada de Ribeirão Preto procurou o Ministério Público para formalizar sua denúncia e espera que o médium seja punido. Ela afirma acreditar na justiça divina e humana. A filha de João de Deus também revelou ter sido estuprada pelo pai, enquanto seu advogado, Alberto Toron, nega todas as acusações e afirma que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. As investigações continuam em andamento.
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O caso da advogada de Ribeirão Preto reforça a gravidade das denúncias contra João de Deus e a importância do apoio às vítimas. A busca por justiça e a responsabilização do médium são cruciais para que casos como esse não se repitam.



