CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Advogada dos servidores temia que Operação Sevandija chegasse ao TJ-SP

Valores pagos ao Sindicato dos Servidores eram analisados pelo Ministério Público há muito tempo
Operação Sevandija TJ-SP
Valores pagos ao Sindicato dos Servidores eram analisados pelo Ministério Público há muito tempo

Valores pagos ao Sindicato dos Servidores eram analisados pelo Ministério Público há muito tempo

Uma investigação do Ministério Público, iniciada em 2013, lançou dúvidas sobre os valores pagos em um acordo referente às perdas salariais dos servidores municipais durante o governo Collor. A suspeita surgiu a partir de uma denúncia anônima sobre as altas indenizações envolvidas, levando o promotor Sebastião Sérgio da Silveira a analisar dois acordos judiciais cujos pagamentos começaram em 2013.

A Origem da Investigação e as Suspeitas de Irregularidades

O promotor Silveira expressou preocupação com os valores envolvidos, questionando quem seria o responsável pelo pagamento inicial e se os cálculos estavam corretos. Ele mencionou a existência de dois acordos judiciais homologados, um com o então prefeito Gasparini, que não previa honorários, e outro de 2012, que incluía uma cláusula de pagamento de honorários. A análise dos cálculos não confirmou se os servidores estavam, de fato, arcando com os honorários através da renúncia de juros.

Auditoria e o Rastreamento dos Pagamentos

Diante das suspeitas, o Ministério Público solicitou ao Tribunal de Contas uma auditoria extraordinária para examinar todos os valores e acordos. A investigação busca determinar o montante exato que teria sido destinado ao sindicato dos servidores e rastrear os pagamentos feitos à advogada Maria Zuelia Alves Librande, intermediária das ações. O acordo inicial envolvia cerca de R$ 420 milhões, com uma projeção de quase R$ 800 milhões, mas aproximadamente R$ 600 milhões já foram pagos, levantando questões sobre a exatidão dos cálculos.

Conversas Gravadas e Suspeitas de Esquema de Propina

A promotoria não descarta a possibilidade de que os honorários acordados tenham sido calculados em excesso, prejudicando os servidores para garantir o pagamento dos advogados. Em uma conversa gravada com autorização judicial, Maria Zueli menciona a distribuição de valores e expressa a necessidade de interromper a investigação antes que ela chegue ao Tribunal de Justiça. O inquérito do Ministério Público, com quase 500 páginas, aponta para suspeitas de um esquema de propina entre Maria Zueli e a prefeita da época.

Pagamentos e Investigações em Curso

As investigações revelaram que a prefeitura de Ribeirão Preto começou a pagar os honorários em janeiro de 2013, com um primeiro depósito de R$ 4.858.000. Os investigadores suspeitam que Maria Zueli teria sacado R$ 3.400.000 para distribuir entre a prefeita e o ex-secretário Marco Antônio dos Santos. No total, a ex-advogada do sindicato teria recebido quase R$ 40 milhões. As autoridades também investigam por que Maria Zueli se tornou servidora da prefeitura após representar o sindicato contra o próprio Poder Executivo.

Embora a prefeitura de Ribeirão Preto e Darci Vera não tenham se manifestado, o advogado de Sandro Rouvani, que está preso, afirma que ele sempre agiu dentro da lei. A defesa de Maria Zueli aguarda os esclarecimentos da justiça. O caso segue em desenvolvimento.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.