CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Advogada que dava golpe no INSS é presa pela Polícia Federal

Mulher pode ter dado mais de 80 golpes e rombo pode ter passado de R$ 15 milhões
golpe no INSS
Mulher pode ter dado mais de 80 golpes e rombo pode ter passado de R$ 15 milhões

Mulher pode ter dado mais de 80 golpes e rombo pode ter passado de R$ 15 milhões

Uma advogada de Ribeirão Preto foi presa sob a acusação de fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desde 2009, explorando o auxílio-reclusão, benefício destinado a famílias de trabalhadores com carteira assinada que são presos. A Polícia Federal (PF) deflagrou a investigação após o INSS detectar irregularidades.

O Esquema Fraudulento

De acordo com o delegado da PF, Guilherme de Viage, a advogada abordava familiares de detentos nas filas de espera para visitas em presídios da região. Ela oferecia a possibilidade de receber o auxílio-reclusão, utilizando-se de documentos dos presidiários para fraudar empregos e datas de admissão. O INSS identificou que muitos dos vínculos empregatícios eram informados pouco antes da prisão, o que levantou suspeitas.

Investigação e Descobertas

O sistema de monitoramento do INSS detectou que os vínculos empregatícios eram comunicados após a prisão, o que não é comum, já que empresas normalmente registram seus funcionários e comunicam ao INSS. A PF, ao investigar empresas que constavam nas carteiras de trabalho, descobriu que muitas não estavam mais ativas ou que os proprietários negavam ter empregado as pessoas indicadas. Os pedidos de benefício foram feitos em agências de Ribeirão Preto, Serrana e Jaboticabal. A advogada ficava com os primeiros pagamentos, repassando o restante às famílias.

Consequências e Prisão

O delegado acredita que os familiares dos presos não sabiam do golpe, que pode ultrapassar R$ 15 milhões, mas terão que devolver o valor recebido. Todos estão sendo intimados a depor na PF e no INSS. A advogada foi presa preventivamente por tentar induzir testemunhas a mentir, orientando-as a confirmar vínculos empregatícios falsos. Ela foi encaminhada para a cadeia pública de Cajuru e responderá por estelionato e falsificação de documentos.

O INSS já iniciou as cobranças administrativas, que, se não forem pagas, serão judicializadas. Oitenta inquéritos foram abertos, e em pelo menos sessenta deles a PF encontrou irregularidades.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.