Mulher ficou presa por pouco mais de 60 dias; Polícia Federal acredita que rombo no INSS pode chegar a R$ 15 milhões
Cristina Silva Brito, acusada de fraudar o INSS em cerca de R$ 15 milhões, foi libertada da penitenciária feminina de São Paulo. A decisão foi proferida após sua defesa argumentar que a prisão preventiva não havia sido corretamente fundamentada.
Colaboração e Fundamentação da Prisão
De acordo com Antônio Carlos Oliveira, advogado de Cristina, ela sempre colaborou com as investigações. A defesa alegou que a prisão preventiva não atendia aos requisitos legais, e o tribunal considerou que a decisão inicial do juiz carecia de fundamentação adequada para justificar a manutenção da prisão.
Medidas Cautelares e Restrições
Após a soltura, Cristina deverá cumprir medidas cautelares alternativas à prisão. Entre as exigências, está a proibição de contato com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o comparecimento regular perante a juíza para justificar suas atividades.
O Esquema de Fraude
A Polícia Federal investiga um esquema no qual a advogada supostamente fraudava o auxílio-reclusão, benefício destinado a famílias de trabalhadores com carteira assinada que são presos. Segundo as investigações, o golpe ocorria desde 2009. O delegado Guilherme de Biage explicou que Cristina abordava familiares na fila de espera para visitas em presídios, oferecendo a possibilidade de obtenção do benefício.
Modus Operandi e Identificação das Fraudes
Com documentos dos presidiários em mãos, a advogada fraudava empregos e datas. O INSS identificou irregularidades através de seu sistema de monitoramento, notando que os vínculos empregatícios eram informados pouco antes ou após a prisão dos beneficiários, o que levantou suspeitas. Empresas que constavam nas carteiras de trabalho ou não existiam fisicamente ou seus proprietários negavam ter empregado as pessoas indicadas. Os benefícios eram solicitados em agências de Ribeirão Preto, Serrana e Jaboticabal, e a advogada ficava com os primeiros pagamentos.
Investigações e Consequências
Oitenta inquéritos foram abertos, e em pelo menos sessenta deles a Polícia Federal encontrou irregularidades. Cristina Silva Brito, de 42 anos, deverá responder por estelionato e falsificação de documentos públicos e particulares. A Polícia Federal não acredita que os parentes dos presos tinham conhecimento do esquema fraudulento. A informação é de Eloisa Zaru para a CBN Ribeirão.
O caso segue em investigação, buscando esclarecer todos os detalhes do esquema e responsabilizar os envolvidos.



