Unidade de Batatais era gerida por Celso Galina Júnior, Bombeiro que coordenava o treinamento e que morreu no acidente
A tragédia na Gruta Duas Bocas, em Altinópolis, que resultou na morte de nove bombeiros civis, está sendo investigada pela Polícia Civil. As investigações começaram no último fim de semana com os depoimentos dos envolvidos.
Depoimentos e Investigações
O primeiro depoimento colhido foi o do dono da escola de bombeiros Real Life, Sebastião Abreu. Onze sobreviventes também prestaram depoimento, sendo o primeiro deles Rafael Sordi, um instrutor presente no acidente. Sordi declarou que só falaria após conversar com o delegado. O advogado de Abreu, Wesley Felipe Martins Rodríguez, explicou que seu cliente possuía vasta qualificação em cursos de resgate em áreas remotas. A perícia na gruta, iniciada na segunda-feira, busca determinar a causa do desabamento. O delegado Rodrigo Salvino, responsável pela investigação, também será ouvido, apesar de não ter estado presente no local do acidente e não ser responsável pela escola.
Parceria e Seguros
Sebastião Abreu tinha uma parceria com Celso (nome não especificado completamente no texto original), que explorava a logomarca da Real Life e dividia os lucros. Celso era responsável pela administração da empresa e pela contratação do seguro de vida das vítimas, cuja cobertura está sendo verificada pela seguradora. Abreu afirmou que o treinamento na gruta era específico para uma equipe de Batatais, mas outras equipes estavam presentes. A investigação considera a possibilidade de homicídio culposo e lesão corporal culposa, por ausência de intenção.
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Vítimas e Situação Atual
Vinte e oito bombeiros civis e instrutores participavam do treinamento, que ocorreu na tarde de sábado e terminou com o desabamento por volta da 1h30 da manhã. Nove bombeiros morreram, doze escaparam ilesos e sete ficaram feridos, dois deles em estado grave: Alas Silva (Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto) e Antônio Marcos Seixeira (Santa Casa de Batatais). O estado de saúde de ambos é estável. Onze sobreviventes serão ouvidos pelo delegado Rodrigo Salvino. A investigação deve durar cerca de 30 dias, e a Gruta Duas Bocas permanece interditada.



