CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Advogado alega estouro do prazo para depoimento e pede à Justiça que padastro do menino Joaquim deixe a prisão em Tremembé

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
Padrasto menino Joaquim prisão
Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo

A defesa de Guilherme Longo, padrasto do menino Joaquim Pontes Marques, solicitou à justiça a revogação de sua prisão preventiva. Longo é acusado de ser o responsável pela morte do garoto.

Argumentos da Defesa

Antônio Carlos de Oliveira, advogado de Longo, alega que o prazo para a coleta de depoimentos de testemunhas já expirou. Ele ressalta a demora no encerramento da primeira fase do processo, que tramita no Tribunal do Júri. Segundo Oliveira, o estatuto processual penal estabelece um prazo de 90 dias para a instrução, enquanto o caso já se estende por 13 meses, com seu cliente permanecendo preso e sem data marcada para interrogatório.

Estratégias Processuais

A defesa desistiu de apresentar uma testemunha que residia em Uberlândia, Minas Gerais, com o objetivo de acelerar o andamento do processo. Oliveira explicou que, embora a apresentação de testemunhas seja um direito da defesa, a decisão de abrir mão desse direito visa agilizar o julgamento. No entanto, a defesa insiste na oitiva de uma testemunha de acusação arrolada pelo Ministério Público de Uberaba, cuja audiência ainda não foi agendada.

Ilegalidade da Prisão Preventiva

Embora busque a liberdade de Longo, o advogado não confirmou se considera seu cliente culpado pela morte de Joaquim. Oliveira enfatizou que a discussão se concentra na legalidade da manutenção da prisão, argumentando que não há fundamentos para a prisão preventiva, assim como não houve para a mãe do garoto, Natália Ponte, que já obteve a liberdade. A defesa questiona a disparidade de tratamento, uma vez que a decisão que decretou a prisão de ambos foi a mesma.

A defesa entende que a prisão preventiva não se justifica e que Longo deve aguardar o julgamento em liberdade. Um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Gonçalo Figueiredo, já manifestou concordância com a defesa. Longo está preso em Tremembé desde novembro do ano anterior, após o corpo de Joaquim ser encontrado no Rio Pardo, em Barretos. Natália Ponte, mãe do garoto, também chegou a ser presa, mas obteve habeas corpus e está em liberdade.

Apesar da comoção em torno do caso, a defesa não acredita que Longo estaria em risco caso fosse libertado, argumentando que a prisão seria o último lugar onde ele estaria protegido.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.