Vítima perdeu benefícios, como o Bolsa Família; ouça a análise do advogado Leonardo Pontes
Um erro grotesco na identificação de pacientes na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ribeirão Preto resultou em um caso inusitado: José Roberto Pereira, um vendedor de 58 anos, foi dado como morto em março de 2023. Sua família chegou a preparar o velório, enquanto ele, vivo e bem, estava em casa.
Um erro com consequências devastadoras
A confusão ocorreu devido à coincidência de nomes com outro paciente que faleceu na mesma data. A Secretaria Municipal de Saúde admitiu o erro, mas as consequências para José Roberto foram severas. Seu CPF foi cancelado, impossibilitando-o de acessar o benefício de 600 reais que recebia, além de bloquear seu acesso à saúde pública. Sem renda e com dívidas acumuladas, ele se viu obrigado a vender saquinhos de lixo para sobreviver.
A luta pela recuperação e justiça
Após o desbloqueio do CPF, José Roberto ainda enfrenta dificuldades para conseguir emprego e recuperar sua vida. A família moveu uma ação contra a Prefeitura de Ribeirão Preto por danos morais, enquanto ele busca reparar os danos materiais causados pela suspensão do benefício. O advogado Leonardo Pontes destaca a negligência da UPA, apontando a imperícia na verificação dos dados do paciente, o que gerou um erro primário com consequências graves.
Leia também
Reflexões sobre o caso e os próximos passos
O caso de José Roberto Pereira expõe falhas graves no sistema de saúde e a necessidade de medidas para evitar que situações semelhantes se repitam. A apuração interna na UPA, a ação judicial da família e a busca por reparação de danos por parte de José Roberto representam passos importantes para a justiça e para a prevenção de erros futuros. A repercussão do caso na mídia também contribui para a pressão por mudanças e melhorias no sistema.



