Larissa Rodrigues foi encontrada no apartamento em que morava, na zona Sul da cidade, em março
A professora de pilates Larissa Rodrigues foi encontrada morta em seu apartamento na zona sul de Ribeirão Preto no dia 22 de março. As investigações apontam para um possível envenenamento, Advogado comenta possíveis desdobramentos do casa, com indícios de que chumbinho teria sido utilizado para contaminar a vítima.
O advogado criminalista Daniel Pacheco, Advogado comenta possíveis desdobramentos do casa, que acompanha o caso desde o início, explicou que as provas até atrásra são indícios que precisam ser analisados em conjunto para fundamentar uma possível condenação. Ele destacou que o exame toxicológico indicou envenenamento e que uma testemunha relatou que a sogra da vítima teria procurado chumbinho cerca de 15 dias antes da morte.
Além disso, relatos indicam que Larissa teria passado mal após consumir alimentos preparados por suspeitos, o que também é considerado um indício. Imagens de câmeras de segurança fazem parte da investigação, mas dificilmente registrariam o momento exato da suposta ação criminosa, sendo consideradas provas indiretas.
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Luís Antônio Garnica, marido de Larissa, apresentou um álibi afirmando ter passado a noite anterior ao crime com uma suposta amante. Segundo o advogado, esse álibi não exclui a suspeita, pois ele poderia ter participação indireta ou por meio de cúmplices.
Luís Antônio Garnica e Elizabethi Arrabaci, mãe dele, estão presos temporariamente por 30 dias como principais suspeitos do crime. A justiça negou os pedidos de liberdade dos dois. Caso a denúncia seja aceita, o julgamento deverá ocorrer em tribunal do júri, já que o crime é doloso contra a vida. O feminicídio, tipificado no caso, pode resultar em pena de até 40 anos de prisão, a maior do Código Penal brasileiro.
Os advogados de Luís Antônio Garnica e Elizabethi Arrabaci divulgaram uma nota conjunta informando que tiveram acesso ao conteúdo completo da investigação apenas no dia 12 de maio, apesar da prisão temporária ter ocorrido anteriormente. Eles alegam que não houve anexação de novas diligências aos autos e que o acesso restrito prejudica o direito à ampla defesa, garantido pela Constituição e respaldado por súmula do Supremo Tribunal Federal.
Os defensores também afirmam que áudios, mensagens extraídas dos celulares apreendidos e diversos depoimentos já foram divulgados pela imprensa, mas ainda não estão disponíveis para as defesas.
A CBN segue acompanhando o caso e divulgará atualizações com base em informações oficiais.
- Exame toxicológico indicou envenenamento da vítima.
- Testemunha relatou que a sogra da vítima procurou chumbinho antes da morte.
- Imagens de câmeras de segurança são provas indiretas na investigação.
- Álibi do marido não exclui suspeita de participação indireta.
Detalhes das investigações:
- Prisões temporárias de 30 dias decretadas para o marido e a sogra da vítima.
- Pedidos de liberdade negados pela justiça.
- Possível julgamento em tribunal do júri por feminicídio.
Medidas judiciais:
- Advogados afirmam ter tido acesso tardio ao conteúdo da investigação.
- Denunciam cerceamento de informações que prejudica a ampla defesa.
- Destacam divulgação de provas pela imprensa sem acesso oficial às defesas.
Panorama
Posição das defesas: O caso da morte de Larissa Rodrigues segue em investigação, com provas ainda em fase de coleta e análise. As autoridades buscam consolidar os indícios para apresentar uma denúncia formal. A defesa dos suspeitos reclama da limitação no acesso aos autos, o que pode impactar no andamento do processo. A CBN continuará acompanhando e informando sobre os desdobramentos oficiais.



