Antônio Carlos Oliveira falou à CBN Ribeirão
A defesa de Guilherme Longo, principal suspeito na morte do menino Joaquim, mantém a esperança de que seu cliente possa aguardar o julgamento em liberdade. O advogado Antônio Carlos Oliveira acredita que o Tribunal de Justiça concederá o efeito extensivo do habeas corpus concedido a Natália, também envolvida no caso.
Fundamentos Objetivos e a Decisão do Desembargador
Segundo Oliveira, os fundamentos utilizados pelo desembargador para libertar Natália foram baseados em dados objetivos. Ele aponta que a decisão da juíza, tanto ao decretar quanto ao prorrogar a prisão, fundamentou-se em dados abstratos e genéricos, e não em fatos concretos que justificassem a necessidade de manter o casal preso. A defesa de Guilherme sustenta desde o início que a prisão não seria a opção adequada para nenhum dos dois.
A Integridade Física e a Paternidade
O advogado questiona a argumentação de que a prisão seria necessária para preservar a integridade física de Guilherme. Ele ressalta que o habeas corpus considerou essa justificativa como infundada. Além disso, Oliveira destaca que Guilherme também é pai do filho em comum com Natália e, portanto, apto a prestar cuidados à criança. Ele afirma que Guilherme demonstra preocupação com o filho e seus familiares.
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Presunção de Inocência e Segurança do Réu
Oliveira enfatiza o princípio da presunção de inocência, garantido pela Constituição, e defende que a prisão deve ser a exceção, aplicada apenas em último caso, após o trânsito em julgado da sentença condenatória. Questionado sobre o risco de Guilherme estar em liberdade, o advogado argumenta que o Estado deve zelar pela segurança de todos os cidadãos, incluindo seu cliente, caso ele seja solto. Ele também nega qualquer indício de transtorno mental em Guilherme.
A defesa permanece otimista quanto à possibilidade de Guilherme aguardar o julgamento em liberdade, confiando na análise objetiva dos fatos e na aplicação dos princípios constitucionais.



