Júri popular de Longo e Natália Ponte começa nesta segunda-feira (16) no Fórum de Ribeirão Preto
Após uma década, o julgamento do caso do menino Joaquim Ponti Marques teve início nesta segunda-feira (16). Acusados de seu assassinato, Natália Ponte e Guilherme Longo enfrentam a justiça no Fórum de Ribeirão Preto.
A movimentação no Fórum
Desde as primeiras horas da manhã, o Fórum de Ribeirão Preto registrou intensa movimentação. Viaturas da Polícia Militar reforçaram a segurança no entorno do prédio. O público em geral só terá acesso ao local a partir das 13h. O advogado de defesa de Guilherme Longo, Antônio Carlos de Oliveira, foi um dos primeiros a chegar, afirmando que não há provas que incriminem seu cliente.
Depoimentos e expectativas
O advogado de defesa enfatizou a ausência de provas concretas que liguem Guilherme Longo à aplicação de insulina e ao posterior descarte do corpo de Joaquim. Ele destacou a presunção de inocência de seu cliente, conforme a Constituição Federal, e questionou a falta de evidências como a insulina utilizada e testemunhas que comprovem a participação de Longo no crime. O pai de Joaquim, Arthur Pais, expressou sua gratidão pelo apoio recebido e seu desejo por justiça, não por vingança.
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O andamento do julgamento
O julgamento, presidido pelo juiz José Roberto Bernardo Liberal, é fechado à imprensa e ao público. A previsão inicial é de 34 testemunhas, com o interrogatório dos réus previsto para sábado. Hoje, serão ouvidas seis testemunhas de acusação, incluindo o pai da vítima. O Ministério Público acusa Guilherme Longo de homicídio triplamente qualificado, enquanto Natália Ponte responde por omissão e homicídio. O processo, com mais de 6 mil páginas, abrange uma década de investigações. A cobertura completa do julgamento está disponível no G1, incluindo reportagens especiais e um videocast com análise do caso.



