Marcelo Gir Gomes, que cumpre liberdade condicional, teria deixado o Brasil em abril, rumo ao Uruguai, apenas com o RG
A Polícia Federal investiga a possível fuga do advogado Marcelo Girgomes para Portugal. Girgomes é acusado de lavagem de dinheiro na Operação Seu Vandígio e teve a prisão decretada, mas desapareceu de seu apartamento na zona sul de uma cidade brasileira.
Prisão Preventiva e Fuga
Na tarde de terça-feira, agentes da Polícia Federal foram ao prédio para cumprir o mandado de prisão preventiva, mas Girgomes já havia fugido. Descobriu-se que ele não frequentava o apartamento desde abril. A investigação policial apura como uma das principais peças da lavagem de dinheiro na Operação Seu Vandígio desapareceu.
Rastreamento Internacional
Registros mostram que Girgomes deixou o Aeroporto de Porto Alegre no dia 23 de abril com destino a Montevidéu, Uruguai. Após isso, seu paradeiro é desconhecido. Uma das hipóteses é que ele tenha viajado do Uruguai para Portugal, tendo em vista a suspeita de que possua cidadania portuguesa, conforme afirma o delegado da PF, Fernando Augusto Batal. A confirmação da cidadania e posse de passaporte português ainda está sendo investigada. Caso confirmada, a posse do passaporte facilitaria a entrada em Portugal ou outros países.
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Investigação em Andamento e Cooperação Internacional
Girgomes ficou dois meses preso em Ribeirão Preto por suspeita de lavagem de dinheiro na Operação Seu Vandígio. O Ministério Público acredita que ele ajudou Sandro Rovane a esconder R$ 1 milhão, suposto pagamento de propina de Mariaso Elilibrande para Rovane, que foi condenado a 14 anos de prisão. Considerado foragido após a decretação da prisão preventiva e não ser encontrado, a Polícia Federal deve contatar a Interpol para auxiliar na captura do advogado. O mandado de prisão será encaminhado à Interpol, e o Brasil, tendo acordo de extradição com Portugal, busca a cooperação internacional para sua localização e prisão. A reportagem da IPTV tentou contato com a família do advogado, mas não obteve resposta. Darci Vera e Sandro Rovane, citados na reportagem, sempre negaram envolvimento em crimes de corrupção.



