Gerente do estabelecimento prestou queixa acusando o homem de racismo; ele teria atirado uma marmita contra a mulher
Uma funcionária de uma padaria em Ribeirão Preto, que acusou um advogado de injúria racial, prestou novo depoimento à polícia. O caso, que ganhou repercussão nacional, teve um novo capítulo com a alegação do advogado de ter sido vítima de homofobia, levando a polícia a abrir um inquérito para investigar ambos os lados da acusação.
Depoimento e Investigação
A polícia ouviu formalmente a funcionária, Alessandra Silva Obiscerra, como vítima de injúria racial. Ela detalhou o ocorrido ao delegado, incluindo testemunhas. O advogado de defesa de Alessandra, Alexandre Durante, solicitou a apuração da alegação de homofobia feita pelo advogado Rafael Marconetto, de 40 anos, considerando a possibilidade de denunciação caluniosa por parte de Marconetto.
Versões Contrapostas
Alessandra relata que Marconetto a ofendeu racialmente após ela se recusar a trocar uma marmita com vazamento, alegando que ela “não tinha perfil para ser gerente por ser negra”. Marconetto nega a ofensa racial, contrapondo que foi vítima de homofobia e que retornou à padaria devido ao prejuízo causado pelo vazamento da comida em seu carro. Ele afirma ter sido chamado de “gay” e afirma ter sofrido um ato homofóbico. Imagens de segurança da padaria mostram Marconetto discutindo na porta e jogando a marmita na gerente.
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Direito à Justiça
Alessandra afirma que não houve homofobia por parte dela e que busca justiça pela ofensa racial sofrida. Ela relata ter sido chamada de “favela” por Marconetto, que gritava sua condição sexual na rua. O advogado de defesa de Alessandra afirma que acompanhará as investigações, buscará apurar a conduta ética de Marconetto na Ordem dos Advogados do Brasil e entrará com processo judicial pedindo indenização por danos morais.



