Luciano Ferreira de Oliveira tinha sido preso por porte ilegal de arma; em vídeo nas redes sociais ele se disse arrependido
Advogado suspeito de matar capivaras em Bebedouro é solto pela Justiça
Prisão e Liberdade Provisória
O advogado Luciano Ferreira de Oliveira foi preso na quarta-feira após confessar ter matado três capivaras a tiros em Bebedouro, no dia 24 de atrássto. Em uma transmissão em suas redes sociais, ele alegou que sua intenção era evitar a propagação da febre maculosa, justificando o ato pela associação das capivaras ao carrapato-estrela, transmissor da doença. Apesar da confissão e da gravidade do ato, ele foi liberado após audiência de custódia.
Polêmica e Reações
A atitude do advogado gerou revolta entre protetores de animais, como Luciana Martins dos Santos, que afirma que nada justifica a morte dos animais em seu habitat natural. A prefeitura de Bebedouro, por sua vez, monitora a infestação de carrapatos, mas afirma que nenhum caso de febre maculosa foi confirmado na cidade. A médica veterinária Beatriz Freitas reforça que não há controle populacional de capivaras e que matar os animais para controlar o carrapato é inadequado. A Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB de Bebedouro avalia a possibilidade de pedir a suspensão do registro profissional do advogado.
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Investigação e Consequências
Durante a busca e apreensão na casa do advogado, a polícia encontrou duas pistolas calibre 9mm e um rifle calibre 22, um deles com silenciador. Luciano foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma. A investigação policial prossegue, analisando imagens do momento do crime. O advogado responderá ao processo em liberdade, tanto pela morte das capivaras quanto pelo porte ilegal de armas. Sua defesa afirma que analisará o processo antes de se manifestar.
O caso destaca a polêmica envolvendo o controle de pragas e a proteção animal, levantando questionamentos sobre métodos adequados e a responsabilidade individual diante da lei.



