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Aedes Aegypti também faz vítimas da chikungunya e do Zika Vírus

Ouça a terceira parte da retrospectiva de saúde, com Vinicius Rocha
Aedes Aegypti vítimas
Ouça a terceira parte da retrospectiva de saúde, com Vinicius Rocha

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O ano de 2015 foi marcado por desafios significativos na saúde pública, com a disseminação de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e a controvérsia em torno de um potencial tratamento para o câncer.

A Tripla Ameaça: Dengue, Chikungunya e Zika

Em 2015, a população brasileira enfrentou um aumento alarmante nos casos de dengue e chikungunya, com Ribeirão Preto também registrando um número considerável de vítimas. A situação se agravou com a chegada do Zika vírus, levantando preocupações sobre possíveis casos de microcefalia em bebês. As autoridades de saúde investigaram a relação entre o Zika vírus e os casos de microcefalia, com amostras sendo enviadas ao Ministério da Saúde para análise. O professor Marcos Boulos, coordenador do Centro de Controle de Doenças da Secretaria Estadual da Saúde, alertou para o risco de uma possível epidemia, especialmente durante o período chuvoso, que favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Ribeirão Preto: Preparação para Enfrentar o Mosquito

Diante da possibilidade de uma epidemia, o secretário da Saúde de Ribeirão Preto, Stênio Miranda, afirmou que o município estava preparado para enfrentar o mosquito e as doenças transmitidas por ele. A cidade, com sua infraestrutura urbana e sistema de saúde bem estruturado, se mostrou mais preparada para lidar com a situação em comparação com outros municípios do país. A Secretaria da Saúde informou que todos os seis casos investigados preenchiam os requisitos clínicos para a ligação com o Zika vírus, com gestantes apresentando manchas avermelhadas pelo corpo durante a gestação e exames negativos para outras doenças.

Fosfoetanolamina: A Busca por um Tratamento para o Câncer

Outro tema de destaque em 2015 foi a polêmica em torno da fosfoetanolamina, uma substância experimental que surgiu na região e ganhou projeção nacional como possível tratamento para o câncer. A distribuição da substância foi suspensa pela Justiça, gerando protestos em todo o país. Pacientes com câncer, como a agente social Josefina Pérez, foram às ruas para pedir a liberação da fosfoetanolamina, considerada por muitos como a última esperança de cura. O ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, anunciou que seriam realizados testes para avaliar a segurança e eficácia da substância, com investimentos de 10 milhões de reais. A fosfoetanolamina foi tema de audiências públicas no Senado e na Câmara, e o governador Geraldo Alckmin solicitou ao ministro da Saúde, Marcelo Castro, a liberação do composto para uso compassivo. A USP cedeu ao Estado o direito à pesquisa e produção da substância, e as cápsulas para os testes seriam fabricadas na Fundação para o Remédio Popular em Américo Brasiliense.

Embora o ano de 2015 tenha apresentado desafios significativos na área da saúde, as autoridades e a população se mobilizaram para enfrentar as dificuldades e buscar soluções.

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