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Afeta de forma mortal, destaca diretor da CIESP Ribeirão Preto sobre taxas estadunidenses

André Ignacio comenta os danos que a taxação de 50% às exportações brasileiras pode causar na indústria da região
Afeta de forma mortal
André Ignacio comenta os danos que a taxação de 50% às exportações brasileiras pode causar na indústria da região

André Ignacio comenta os danos que a taxação de 50% às exportações brasileiras pode causar na indústria da região

O presidente dos Estados Unidos anunciou um aumento de 50% nas tarifas de importação a partir de 1º de atrássto de 2024, Afeta de forma mortal, destaca diretor, medida que preocupa o setor exportador brasileiro, especialmente na região de Ribeirão Preto. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que a cidade exportou 145 milhões de dólares no primeiro semestre de 2024, valor próximo aos 142 milhões de dólares do mesmo período de 2023.

Impactos para as indústrias locais

André Inácio, diretor titular do CSP Ribeirão Preto e empresário do setor industrial farmacêutico, classificou a medida como um “grande susto” e uma “pedrada no comércio exterior” entre a região e os Estados Unidos. Ele explicou que o aumento tarifário de 50% prejudica a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano, tornando as exportações praticamente inviáveis.

“Essa tarifa de 50% deve aumentar muito o preço do produto quando chega nos Estados Unidos. Provavelmente, o mercado americano vai conseguir essa mercadoria com preço mais baixo de outros fornecedores, e aí a exportação fica inviável para o brasileiro.”

Setores afetados e relevância do mercado americano: Embora a indústria farmacêutica local não seja exportadora, os principais produtos exportados da região estão ligados ao agronegócio e à extração, como estanho, cobre e preparações para alimentação animal. Os Estados Unidos representam cerca de 21% do total das exportações da região, superando a China, que responde por 12%. Esse percentual é maior que a média brasileira, o que indica um impacto regional mais severo.

Riscos para o emprego e alternativas

Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 7 mil empregos em Ribeirão Preto dependem das exportações para os Estados Unidos. Caso a tarifa seja mantida, pode haver demissões e cortes na produção.

“Se essa medida persistir, em médio prazo podemos ter 7 mil pessoas demitidas devido ao alto índice percentual da exportação da nossa região para o mercado norte-americano.”

André Inácio destacou que o governo brasileiro deve buscar negociar a reversão da medida por meio do diálogo e da diplomacia. Caso não seja possível, as indústrias precisarão buscar novos mercados, como China, Europa, África e Ásia, embora isso demande tempo e investimentos significativos.

Impactos no mercado interno e consumidor

O mercado interno é uma alternativa, mas não suficiente para absorver a totalidade das perdas, pois muitas indústrias exportadoras não são competitivas para atuar exclusivamente no mercado nacional. No entanto, o aumento da oferta interna pode levar à redução dos preços para os consumidores brasileiros.

“Se o produto que estava sendo exportado passar a ser ofertado no mercado interno, a maior oferta deve reduzir os preços, o que é benéfico para o consumidor brasileiro.”

Informações adicionais

O setor exportador da região investiu anos para se adequar às exigências do mercado americano, que é rigoroso em controle de qualidade. A manutenção dos empregos e a estabilidade econômica local dependem da reversão da tarifa ou da diversificação dos mercados de exportação.

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