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Agência internacional aponta que o risco de investimento no Brasil diminuiu

Índice classifica o país como mais seguro aos investidores; Nelson Rocha Augusto explica no 'CBN Economia'
Agência internacional aponta que o risco
Índice classifica o país como mais seguro aos investidores; Nelson Rocha Augusto explica no 'CBN Economia'

Índice classifica o país como mais seguro aos investidores; Nelson Rocha Augusto explica no ‘CBN Economia’

Em entrevista ao programa CBN Economia, o economista Nelson Rocha avaliou o recente movimento das agências internacionais de risco e apontou consequências para a economia brasileira, especialmente para o agronegócio. Rocha destacou que, embora haja tecnicidades nas decisões de rating, o recado central é claro: a economia do país vem melhorando de forma consistente.

Moody’s altera perspectiva e sinaliza melhora

Segundo o economista, a agência Moody’s manteve a nota do Brasil, mas alterou o outlook (perspectiva) para positivo. No relatório, a agência cita fatores já visíveis na economia brasileira: recuperação do emprego, aumento da arrecadação, expansão de faturamento e lucros das empresas, crescimento do PIB, queda da inflação e redução da taxa de juros. Para Rocha, a troca de sinal é um reconhecimento tácito dessa trajetória e pode abrir caminho para uma futura revisão da nota.

Rocha observou também que, por tradição, as agências tendem a penalizar o Brasil com mais rigor do que outros analistas consideram adequado. Ainda assim, o fato de uma agência internacional alterar a perspectiva é relevante por estimular a continuidade das reformas e a confiança dos investidores.

Reforma tributária: avanço e urgência

O economista ressaltou a importância da aprovação das leis complementares que regulamentam a reforma tributária sobre o consumo, encaminhadas pelo governo federal. Segundo ele, a aprovação rápida pelo Congresso — idealmente ainda no primeiro semestre — seria decisiva para acelerar ganhos econômicos. Rocha listou ganhos esperados: redução do custo de compliance para empresas, diminuição do custo de captação pelos entes federativos e estímulo ao crescimento com implementação gradual já no próximo ano.

Para o economista, o país está atrasado décadas na modernização do sistema tributário, e a concretização das mudanças pode reforçar a percepção internacional sobre a solidez fiscal brasileira.

Impactos no agronegócio e no mercado financeiro

Rocha afirmou que a melhora na avaliação de risco e a perspectiva de reformas atraem mais investimentos para o país, beneficiando diretamente o agronegócio. Ele destacou que a produção brasileira é, em grande parte, eficiente dentro da porteira, mas sofre com gargalos de infraestrutura e custos tributários na etapa de escoamento. Investimentos em ferrovias, rodovias, hidrovias e portos seriam acelerados por um ambiente de maior confiança, reduzindo perdas logísticas e elevando a competitividade.

Além disso, o economista comentou a comunicação do presidente do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos. Ao sinalizar que a alta de juros nos EUA é improvável e que há abertura para redução de taxas no final do ano, o Fed contribuiu para queda das taxas de juros de longo prazo no mercado internacional. O movimento ajudou a reduzir as taxas futuras no Brasil e pressionou o dólar para baixo, combinando-se ao reconhecimento internacional da melhora do país.

Para Rocha, a conjugação entre um cenário externo mais benigno, o reforço na avaliação de risco e o avanço das reformas internas cria um ambiente favorável ao investimento e ao crescimento, com efeitos positivos tanto para a economia em geral quanto para o setor agrícola.

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