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Agência Nacional do Petróleo estuda ‘derrubar’ as bandeiras dos postos para aumentar a concorrência e baratear preços

Quem analisa o tema é José Carlos de Lima Júnior na coluna 'CBN Agronegócio'
preços combustíveis
Quem analisa o tema é José Carlos de Lima Júnior na coluna 'CBN Agronegócio'

Quem analisa o tema é José Carlos de Lima Júnior na coluna ‘CBN Agronegócio’

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) está debatendo mudanças na comercialização de combustíveis, que podem afetar diretamente o bolso do consumidor brasileiro. A proposta em discussão prevê o fim da exclusividade dos postos bandeirados, permitindo que eles comprem combustíveis de diferentes distribuidoras.

Combustíveis mais baratos?

A ANP acredita que essa flexibilização pode resultar em preços mais baixos. A ideia é que, sem a obrigatoriedade de comprar de grandes distribuidoras como Shell, BR Distribuidora e Rede Ipiranga, os postos possam negociar diretamente com fornecedores, obtendo preços até 50 centavos mais baratos por litro. Essa maior competição entre as distribuidoras, por sua vez, poderia levar a preços mais acessíveis para o consumidor final.

Delivery de combustível e venda direta de etanol

Além da flexibilização da venda, a ANP também discute a possibilidade do delivery de combustíveis e a venda direta de etanol. O delivery se encaixa na tendência de customização de serviços, permitindo que o consumidor receba o combustível em casa. A venda direta de etanol, por sua vez, visa incentivar o biocombustível brasileiro e reduzir custos, eliminando a intermediação das distribuidoras. Ambas as ideias, porém, ainda estão em estágio inicial de discussão.

Desafios e preocupações

Apesar dos potenciais benefícios, a proposta enfrenta desafios. A principal preocupação gira em torno da fiscalização da qualidade e procedência dos combustíveis, garantindo que não haja comercialização de produtos adulterados. A confiança dos consumidores nos postos bandeirados, muitas vezes associada à garantia de qualidade, também precisa ser considerada. A ANP precisará encontrar mecanismos eficazes para garantir a qualidade do combustível e a segurança do consumidor, mesmo com a maior concorrência e a possibilidade de postos independentes.

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