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Agência norte-americana regulariza medicamento que combate ao câncer de forma menos dolorosa

Medicamento é eficaz no tumor triplo-negativo, câncer de mama considerado o mais agressivo
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Medicamento é eficaz no tumor triplo-negativo, câncer de mama considerado o mais agressivo

Medicamento é eficaz no tumor triplo-negativo, câncer de mama considerado o mais agressivo

O diagnóstico de câncer de mama é um momento de grande impacto na vida das mulheres. O tratamento, muitas vezes longo e doloroso, deixa sequelas físicas e emocionais. Leide Jasbar Helin, diagnosticada com câncer de mama maligno em 2016, compartilhou sua experiência, descrevendo os desafios da quimioterapia e radioterapia: “Quando eu passei por 16 ciclos de quimioterapia… os efeitos colaterais são horríveis, principalmente da quimioterapia. Meçando pelos enjoos, o mal-estar, perder os cabelos… você não se reconhece”.

Um novo tratamento

Uma nova esperança surge com a aprovação de um medicamento nos EUA, mais eficaz e menos doloroso que os tratamentos tradicionais. Sua eficácia foi comprovada em um congresso de oncologia na Alemanha. O médico oncologista Ossésio Andrade, do Instituto Oncológico de Ribeirão Preto, destaca a importância da imunoterapia, principalmente para pacientes com câncer de mama triplo negativo, um tipo mais agressivo da doença.

Imunoterapia: uma nova esperança

Segundo o Dr. Andrade, a imunoterapia, combinada à quimioterapia tradicional, aumenta significativamente a sobrevida de pacientes com câncer de mama triplo negativo metastático. Ele explica que, embora a imunoterapia tenha efeitos colaterais, o perfil é diferente da quimioterapia, sendo mais tolerável para as pacientes. “Se fosse a imunoterapia sozinha, o perfil de toxicidade é completamente diferente da quimioterapia. Você vai estimular o seu próprio sistema imune a combater as células do câncer. Não existe mais queda de cabelo, não existe enjoa, existe alguns efeitos colaterais importantes.” O medicamento, o tesolizumab, já está disponível no Brasil para outras indicações, acelerando o acesso às pacientes.

Leide, após superar a doença, criou um grupo de apoio para mulheres com câncer de mama, incentivando o autoexame e exames periódicos. A aprovação do novo medicamento representa uma luz no fim do túnel para muitas mulheres que enfrentam essa batalha. Embora a imunoterapia não seja indicada para todos os casos de câncer de mama, a sua aprovação representa um avanço significativo no tratamento, oferecendo mais esperança e melhorando a qualidade de vida das pacientes.

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