Durante depoimento, policial disse que Marco Antônio dos Santos mandava até na Secretaria da Fazenda
O segundo dia de audiências da operação que investiga um esquema de corrupção milionário em Ribeirão Preto seguiu o ritmo do primeiro dia: marcado por atrasos e depoimentos incompletos.
Depoimento do Agente da Polícia Federal
Luiz Alésio Janones, agente da Polícia Federal que participou diretamente das investigações, prestou depoimento no Fórum de Ribeirão Preto. Ele confirmou informações já conhecidas pela investigação, detalhando o envolvimento de Walter Gomes e Cicero Gomes em encontros com o empresário Marcelo Plastino. Janones relatou ter flagrado a entrega de propina em dinheiro, escondida em revistas, no valor de R$ 10 mil para cada um dos Gomes. Plastino teria confirmado informalmente a existência do dinheiro.
Ramificações do Esquema
O agente também revelou a influência de Marco Antônio dos Santos, superintendente da ERP, na administração municipal, relatando que ele interferia até mesmo na Secretaria da Fazenda. Funcionários da Secretaria, segundo Janones, seguiam ordens de Marco Antônio, sob orientação do secretário Francisco Sergio Nalini. Angelo Inverniz Lopes, secretário da Educação e também preso, utilizava os recursos da pasta para criar novas vagas para a empresa Atmosfera, braço do esquema. Sandro Rovane, braço direito de Marco Antônio, planejava convencer o então pré-candidato a prefeito, Ricardo Silva, a manter o esquema de corrupção. É importante ressaltar que Ricardo Silva não é investigado na Operação Sevandígia.
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Próximos Passos
O depoimento do agente durou seis horas, com os advogados de defesa contestando as informações e buscando desqualificar a investigação. Devido a isso, outros depoimentos previstos, incluindo os de outros policiais federais e funcionários da Codep e da Prefeitura, foram adiados. As audiências devem continuar com o depoimento do policial federal Ronny Claudio Pires e outras testemunhas de acusação, caso o tempo permita.



