Investigação apura se profissional passava informações privilegiadas a bandidos em troca de dinheiro para não entregar o esquema
Um agente da Polícia Federal foi preso em Ribeirão Preto sob suspeita de extorsão. A investigação apura se o agente repassava informações privilegiadas a criminosos em troca de dinheiro, com o objetivo de não revelar seus esquemas às autoridades.
Detalhes da Investigação
O comando da Polícia Federal em Brasília não divulgou o nome do agente, pois o processo tramita em segredo de justiça. Em nota, a PF informou que a investigação teve início após a Operação Seleno, que em junho apreendeu sete aeronaves no Paraná, em Tuverá, Volândia e Barretos. Essa operação visava combater o contrabando.
Esquema de Contrabando Desmantelado
Os criminosos utilizavam aviões para transportar equipamentos eletrônicos, medicamentos e anabolizantes do Paraguai para o Brasil. As aeronaves decolavam de Salto del Guairá, no Paraguai, e pousavam em canaviais na região de Ribeirão Preto. As mercadorias eram, então, transportadas para depósitos em São Paulo, onde seriam comercializadas.
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Apreensões e Prisões
As viagens entre os dois países eram diárias, com cada voo transportando cerca de 600 quilos de mercadorias. No dia da operação, seis pilotos foram presos no Paraná e cinco no interior de São Paulo. Em um prédio de luxo no bairro Jardim Botânico, a Polícia Federal apreendeu computadores. Os donos das empresas envolvidas são suspeitos de comandar o esquema de contrabando, que rendia aproximadamente R$ 3 bilhões por ano à quadrilha.
Envolvimento de Agente da Polícia Federal
A investigação revelou o possível envolvimento de um agente da Polícia Federal, que estaria tentando extorquir dinheiro da quadrilha em troca de não denunciar o esquema às autoridades.
O caso segue em investigação para apurar todos os detalhes e responsabilidades.



