Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Caetano Cury
Agentes penitenciários do estado de São Paulo planejam iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira. A paralisação, motivada pela falta de resposta do governo estadual às reivindicações da categoria, promete afetar diversos serviços nas unidades prisionais.
Adesão e Abrangência da Greve
Dos três sindicatos que representam os cerca de 30 mil agentes penitenciários no estado, um já confirmou adesão à greve. Os outros dois sindicatos realizarão assembleias na próxima sexta-feira para decidir se também se juntarão ao movimento. Daniel Grandoufo, presidente do sindicato Sindaspe, informou que a paralisação abrangerá diversas unidades, incluindo as da região de Iberão-Tretu e Serrajum. Assembleias já foram realizadas nessas regiões, com aprovação unânime da paralisação pelos agentes presentes.
Reivindicações e Negociações
A principal reivindicação dos agentes é a redução das classes, um ponto crucial da pauta de negociações com o governo estadual desde o ano passado. Segundo Grandoufo, apesar de diversas tentativas de diálogo com o governador, nenhuma proposta concreta foi apresentada até o momento. A categoria está especialmente frustrada, pois sua data-base, que é primeiro de março, já passou, e o governo ainda não se manifestou sobre suas demandas.
Leia também
Serviços Afetados e Medidas de Segurança
Durante a greve, apenas os serviços essenciais, como saúde, desjejum, alimentação e banho de sol, serão mantidos nas unidades prisionais. Outros serviços, como entrega de jumbos, alimentos e pertences pessoais trazidos pelas famílias, além de transferências de presos (exceto em casos de urgência ou emergência), serão suspensos. A segurança das unidades, no entanto, será mantida normalmente.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo ainda não se manifestou sobre a greve.



