Secretário Rogério Hamam conversou com a CBN Ribeirão
A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social de São Paulo realiza um levantamento abrangente para identificar as condições de pobreza multidimensional no estado. Até outubro, agentes serão capacitados para identificar situações de extrema pobreza; a expectativa é entrevistar 185 mil famílias para mapear privações relacionadas à saúde, educação, padrão de vida e renda.
Capacitação e metodologia
Os agentes visitadores receberam treinamento para aplicar questionários baseados no índice de pobreza multidimensional desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Durante as visitas domiciliares, as informações são registradas em computadores de mão (PDA), ferramenta que, segundo a Secretaria, garante maior agilidade e precisão no processamento dos dados.
Definição de pobreza extrema e critérios avaliados
De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Rogério Aman, são consideradas em situação de pobreza extrema as famílias cuja renda per capita é inferior a R$ 70. Além da renda, o programa São Paulo Solidário avalia acesso à energia elétrica, saneamento básico, estrutura sanitária, tipo de piso e posse de bens domésticos para compor uma medida efetiva do padrão de vida das famílias.
Âmbito, fases e aplicação dos recursos
O programa abrange todo o estado, com foco nas regiões onde há população em condição de extrema pobreza. Iniciado em 2012, o trabalho contemplou inicialmente 97 municípios com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). A segunda fase, em andamento, inclui outros 483 municípios — entre eles 65 da região metropolitana — e tinha previsão de conclusão para 2014, com a meta de cobrir integralmente o território paulista.
Com os dados coletados, a Secretaria realiza cálculos para definir repasses financeiros aos municípios com o objetivo de combater a extrema pobreza. Em 2012, foram destinados R$ 25 milhões aos primeiros 97 municípios diagnosticados; os recursos são aplicados em ações direcionadas às necessidades identificadas nas famílias.
Não foram divulgados detalhes sobre os critérios específicos para seleção dos visitadores nem sobre o orçamento total previsto para as próximas fases do programa.
O levantamento serve como base para o direcionamento de políticas e repasses municipais, mas permanece a expectativa por informações adicionais sobre financiamento e procedimentos de contratação dos profissionais envolvidos.



