Conheça mais sobre as startups do agronegócio na coluna ‘CBN Agronegócio’ desta quarta-feira (29)
As Agtechs, startups do agronegócio, têm demonstrado um crescimento exponencial, atraindo investimentos consideráveis. De janeiro a maio de 2023, foram registrados quase US$ 55 milhões em investimentos nesse setor.
Agtechs e o avanço do agro
As Agtechs se destacam por sua capacidade de identificar e solucionar problemas do agronegócio com agilidade e foco, superando a lentidão de grandes empresas. Sua atuação se divide em três grandes grupos: antes da porteira (insumos, fertilizantes, etc.), dentro da porteira (sistemas de manejo, softwares de gestão) e após a porteira (alimentos inovadores).
Distribuição geográfica e crescimento
Atualmente, o Brasil conta com 1575 empresas Agtechs registradas. São Paulo concentra o maior número, com 345 empresas, principalmente na região de Piracicaba (Vale do Silício Caipira), seguida por Curitiba, Rio de Janeiro, Campinas, Porto Alegre, Belo Horizonte e Ribeirão Preto. Juntas, essas cidades representam 50% das Agtechs brasileiras. A região Sudeste detém 62% do total, seguida pela Sul (25,66%), Nordeste (4,5%) e Norte (1,7%). O Nordeste e o Norte mostram os maiores crescimentos.
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O futuro das Agtechs
Embora ainda não existam unicórnios (empresas com faturamento superior a US$ 1 bilhão) no setor de Agtechs, a expectativa é de que surjam em breve. Os investimentos, que vão desde a fase inicial (anjo investidor) até a aquisição por grandes empresas, demonstram a confiança no potencial dessas startups para revolucionar o agronegócio brasileiro e impulsionar a inovação no campo.