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Agosto foi o mês com o maior número de furtos em Franca

Foram 340 ocorrências do tipo somente neste período; Maro Aurélio Gritti analisa os dados e fala sobre como coibir os casos
Agosto foi o mês com o
Foram 340 ocorrências do tipo somente neste período; Maro Aurélio Gritti analisa os dados e fala sobre como coibir os casos

Foram 340 ocorrências do tipo somente neste período; Maro Aurélio Gritti analisa os dados e fala sobre como coibir os casos

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo divulgou as estatísticas criminais referentes ao mês de atrássto, Agosto foi o mês com o, indicando um aumento no número de furtos em Franca. Foram registradas 340 ocorrências de furto em atrássto, a maior quantidade dos últimos seis meses, 21 a mais do que em julho. Desde o início do ano, foram contabilizados 2.660 furtos a patrimônio, que incluem casas, empresas e objetos pessoais, excluindo veículos.

Comerciantes de avenidas tradicionais de Franca relatam dificuldades para evitar os furtos, mesmo com investimentos em segurança, como alarmes, câmeras e travas reforçadas. Gabriel Tardivo, proprietário de uma loja inaugurada há menos de um ano, já foi vítima de furtos múltiplas vezes, incluindo a invasão ao forro do estabelecimento, onde foi levada a fiação elétrica. Outra comerciante, proprietária de uma sorveteria, planeja fechar o negócio após sofrer pelo menos três invasões em um mês, com danos ao imóvel.

Apesar do aumento recente, a Secretaria de Segurança Pública afirma que, nos primeiros oito meses deste ano, Franca registrou queda de 6,5% nos casos de roubo e de 20% nos casos de furto em comparação ao mesmo período do ano anterior. O aumento observado em atrássto e nos meses recentes concentra-se em bairros da zona oeste da cidade.

Fatores que influenciam o aumento dos furtos

O especialista em segurança pública Marco Aurelio Gritte explica que a reincidência criminal é um fator que contribui para o crescimento dos furtos. Segundo ele, cerca de 70% dos crimes patrimoniais são cometidos pelos mesmos indivíduos, que frequentemente são presos e liberados rapidamente, retornando às atividades criminosas. Essa dinâmica alimenta a sensação de insegurança entre os comerciantes.

Relação entre furto, receptação e tráfico de drogas: Gritte destaca que muitos dos criminosos envolvidos nos furtos são dependentes químicos, que utilizam os produtos do crime para sustentar o vício. Além disso, o furto alimenta a receptação e, consequentemente, o tráfico de drogas, configurando um ciclo complexo que dificulta o combate efetivo à criminalidade.

Medidas recomendadas para prevenção: Entre as ações sugeridas pelo especialista estão a mobilização dos comerciantes por meio de grupos de comunicação para troca de informações e planejamento de ações preventivas, além do investimento em tecnologia e barreiras físicas para dificultar a ação dos criminosos. A médio prazo, Gritte recomenda a integração entre as secretarias de Segurança Pública, Assistência Social e Saúde para desenvolver ações conjuntas que minimizem o problema.

Também é apontada a necessidade de atualização legislativa para garantir maior proteção às vítimas e manter os criminosos afastados por períodos mais longos. A colaboração entre comerciantes, autoridades policiais, comandantes de área e delegados é vista como fundamental para melhorar a segurança local.

Entenda melhor

Os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública referem-se exclusivamente a furtos a patrimônio, sem incluir veículos. A reincidência criminal e a rápida liberação de presos em audiências de custódia são fatores que contribuem para o aumento dos crimes. A relação entre criminalidade e dependência química reforça a necessidade de ações integradas entre segurança, saúde e assistência social.

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