Caso foi registrado no final de semana no Ribeirão Rodeo Music; ouça a coluna ‘CBN Comportamento’ com Danielle Zeoti
Agressão gratuita: um mito que precisa ser desmistificado
A violência no rodeio de Ribeirão Preto e suas implicações
Um recente episódio de violência em um rodeio em Ribeirão Preto chocou o público e trouxe à tona a discussão sobre comportamento agressivo. A agressão gratuita, como muitas vezes é rotulada, na verdade, possui raízes profundas e complexas, demandando uma análise que vai além do ato em si. Não existe agressão sem motivo; sempre há um custo, seja para o agressor, a vítima ou a sociedade como um todo.
Compreendendo as causas da agressibilidade: olhares para dentro
Especialistas apontam que comportamentos agressivos muitas vezes estão ligados a traumas da infância, feridas não curadas que se manifestam na vida adulta de forma inconsciente. O agressor, muitas vezes, não tem plena consciência dos motivos de seus atos. Para prevenir tais comportamentos, é crucial um olhar introspectivo, sem julgamentos, buscando identificar e lidar com as próprias fragilidades e traumas. Todos nós carregamos lacunas e fantasmas que podem se manifestar de forma abrupta.
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Transtorno Explosivo Intermitente (TEI) e o caminho para a ajuda
Um transtorno que merece destaque é o Transtorno Explosivo Intermitente (TEI), caracterizado por explosões de raiva desproporcionais à situação. Os sintomas incluem explosões de raiva leves (xingamentos, ofensas) ou severas (agressões físicas), com frequência de pelo menos duas vezes por semana por três meses. A agressividade é impulsiva, sem premeditação, e gera sofrimento e prejuízos ao indivíduo. É importante ressaltar que o diagnóstico deve ser feito por profissionais de saúde mental. O TEI possui tratamento, com psicoterapia e medicação, apresentando bom prognóstico.
A construção de uma sociedade mais justa e segura começa com a iniciativa individual. Buscar ajuda profissional, seja para lidar com traumas passados ou para tratar um TEI, é um ato de responsabilidade e autocuidado. Reconhecer a complexidade da agressão e buscar soluções, tanto em nível individual quanto coletivo, é fundamental para prevenir novos episódios de violência e promover a paz.